Aquilo que move nossas vidas

Bom, povo, estou sem internet. Não agora, né! Agora estou publicando essa bagaça. No momento em que eu escrevi isso eu estava sem net. Whatever. Outro dia estava na aula (dessa vez sem tentar escapar) e o professor de filosofia aconselhou todos da sala a, num dia de ócio (preferencialmente aos domingos durante os programas vespertinos de televisão), sentar e escrever tudo o que vier a cabeça. E eis que eu decido fazê-lo, na verdade estou fazendo-o agora. E nada melhor pra falar durante o ócio que o próprio ócio (bem, eu particularmente gosto de falar sobre sexo, mas como eventualmente podem existir crianças e velhinhos lendo isso…).
Beware! Post produzido durante o ócio. Caso se encontre num desses momentos, leia. Caso contrário, o que faz você aqui?

O ócio é um estado de espírito, onde o ser humano percebe que não está fazendo nada de útil (não que fizesse algo antes de perceber…) e começa a angustiar-se profundamente com isso. É uma das etapas da vida (sim, o ócio é uma verdadeira etapa da vida) onde o suicídio é mais lembrado.
Ócio também é basicamente uma contradição, quando estamos praticando-o, não o desejamos, e quando o praticamos, desejamos não praticá-lo (não entendeu? Leia algumas vezes de novo e entenderá). É uma atividade onde nascem as maiores criações artísticas da humanidade (o Classjokers, por exemplo), e também de onde nascem as maiores desgraças que se pode imaginar (política, por exemplo). É quando o homem chega mais perto do estado da animalidade (com exceção de quando joga truco) e falta de higiene (pense naquele domingo de tarde, quando você cogita a possibilidade do almoço ser um CupNoodles). É também o momento mais incrível da vida, porque se perde o sono, afinal, ficamos o dia todo querendo dormir, todavia nunca conseguimos durante nosso ócio.
Ócio também é uma atividade ilícita em muitas famílias (na minha, por exemplo), onde os chefes das mesmas obrigam os seres mais inferiores intelectualmente e fisicamente (acabei de inventar essa palavra por preguiça de ir consultar o dicionário e por não ter acesso ao Google) a fazer qualquer coisa, mesmo que ela não tenha a mínima serventia (como lavar sua bicicleta, ou fazer o dever de casa). Ou ainda tentam conseguir diálogos que há muito tempo não conseguem manter com seus sucessores (e que, digamos assim, são mais chatos que a Suma teológica).
Para as pessoas, há a ilusão de que ler espanta qualquer indício de ócio, porém isso (como eu já disse anteriormente) é ilusão. Alguns livros são feitos com o puro intuito de serem bons, já outros são feitos com o único intuito de vender e provocam a falsa sensação de estar fazendo algo útil. Em nenhum nível de ócio, seja ele muito alarmante (assim como o meu nível de nerdice) eles serão úteis para obliterar (que coisa mais Yu-Gi-Oh…) seu ócio. Escolha aqueles do tipo citado primeiro para tal finalidade. (Quer uma dica? Existe uma trilogia bem pouco famosa no Brasil que é excelente. Eu a tenho toda, porém no momento da publicação do artigo dois deles estão emprestados, o 1º e o 3º. Mas caso queira um dia me pedir emprestado, emprestar-te-ei com prazer)
Música é outra atividade dita “anti-ócio” perturbante. A maioria do material que chega aos nossos ouvidos via transmissões de baixa freqüência é puramente uma batida de um teclado com duas rimas repetidas 645 vezes por música. Vulgarmente conhecida como “puro lixo”.
Existem alguns sinais básicos para detectar o ócio. Alguns deles são:

  1. Presença de dejetos salivares escoando pelo canto da boca;
  2. Peso das pálpebras semelhante ao de um haltere para fisiculturistas;
  3. Vontade incontrolável de ofender a todos com palavras de baixo calão;
  4. Envio de scrap no Orkut para mais de 5 pessoas no mesmo dia;
  5. Conversa com todos os amiguinhos pelo Amsn;
  6. Cogitar a possibilidade de ler o dicionário;
  7. Preparar macarrão pré-cozido, em barra ou em copos (vulgos Miojo e CupNoodles);
  8. Pensamentos próprios sobre estar na hora de dormir;
  9. Estar lendo o Classjokers (Esse é realmente alarmante…).

Existe o ócio criativo; esse que pratico agora, onde usamos a falta do que fazer para algo que preste; e o ócio “pejorativo” (acabei de inventar esse termo também), onde as pessoas usam a falta do que fazer para praticar os tópicos 4 e 5 da lista acima, assistir programas dominicais televisivos, tramas alienantes noturnas e programas de cadeias chiques,dentre outras atividades ditas inúteis. Nesse caso, existem algumas prevenções para que o ócio pejorativo se transforme em criativo:

  • Já mé ligue a televisão domingo a tarde;
  • Escolha bem os programas que irá assistir, qualquer seja o horário;
  • Não leia livros cujo nome do autor seja em tamanho de fonte maior que o título;
  • Procure ouvir músicas com mais de 5 notas em sua partitura;
  • Caso esteja com indícios de ócio, ligue rápido seu PC, aperte: tecla Windows (não sabe qual é? Se mata…)-> “x” ->”f” ”i” “r” “e” “f” “o” “x” e digite na barra de endereços: “https://classjokers.wordpress.com/” (Essa é realmente matadora, tanto que nem preciso dar mais indicações para acabar com o ócio =D).

Agora você já sabe como acabar com o ócio, mas mesmo assim previna-se!! A prevenção ainda é o melhor remédio para qualquer coisa (sim, isso está batido e minha avó quando era virgem dizia isso, mas é verdade. Tá certo que na época dela isso não estava associado à camisinha, todavia…)

Breve, “Manual de boa conduta dos amiguinhos”!
Até lá, que Nimb role bons dados para você!!
By AgaGê

P.S: Apenas como forma de desafio, me impus o uma condição: usar exatamente 1000 palavras no artigo. Ahhh, o ócio…

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P.S.(2): Caso você tenha selecionado todas as palavras afim de descobrir quantas palavras eu usei, você está realmente num nível muito alarmante de falta do que fazer… Leia o quanto antes os outros artigos do blog…

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P.S.(3): Não consegui de fato as 1000 palavras.

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P.S.(4): Apenas para os curiosos, este artigo contém exatas 974 palavras.

5 comentários sobre “Aquilo que move nossas vidas

  1. eita ócio!viciei no classjokers e na trilogia q vc citou!culpa sua!!!
    tô esperando vc ou tv me emprestarem o terceiro livro da trilogia neah!!XD

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  2. Pingback: Anonimato « Class Jokers

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