A Trilogia do Assalto

Aviso: Post enorme e sem piadinhas.

História 1 –

Era um sábado, uns dois meses atrás. Acima de tudo, aquele era um péssimo dia para um assalto. Eu voltava para casa, depois de ter ido visitar meu pai na casa dos meus avós, onde ele estava de resguardo de uma cirurgia de apendicite. Eu estava no ponto de ônibus em Eunápolis, uma cidade a aproximadamente 60 km daqui. Haviam uns dois caras ao meu lado direito, umas mulheres e uns 2 taxistas sentados num banco à esquerda. Eu estava em pé, esperando um ônibus para Porto Seguro, cidade onde moro. Percebo quatro caras passando de bicicleta, sendo que três em bicicletas individuais, e um sendo carregado por outro deles. Não dei muita importância.

Alguns minutos depois, voltam dois deles, cada um em sua respectiva bicicleta. O que me abordou, vestia uma bermuda de tactel branca com uns desenhozinhos pretos, camisa branca, e pelo que pude perceber, acabara de roubar um pote de uns 300g de sorvete do carrinho de um moleque que, diferentemente deles, tentava ganhar honestamente seus trocados. Tinha um boné que, provavelmente como todas as outras coisas que ele portava, devia ter sido previamente roubado.

O segundo, usava uma camisa verde, e só olhava para os lados, verificando a possibilidade de policiais. Doce ilusão do pobre coitado. Também tinha uns panos na pele.

O primeiro, que me abordou, chegou perguntando a que horas saía o ônibus pra Itapebi. “Sei não, véi”, disse eu, já percebendo que não era simplesmente o horário de um ônibus o que eles queriam. Esperando mais um pouco, pediu 5 reais para pagar a passagem de um ônibus. Retruquei dizendo que só possuía comigo o suficiente para a passagem de ônibus.

Não foi o suficiente. Vendo que eu não daria dinheiro fácil, ele anunciou o assalto. Disse que possuía consigo “um ferro” e que não gostaria de machucar ninguém. Falando meio embolado, como se tivesse algum problema de dicção, ou simplesmente por não ter tido estudo e dedicado sua vida inteiramente à bandidagem, disse que se eu corresse, correria atrás de mim. Desceu da bicicleta e deu-a ao parceiro. Insistiu que eu desse dinheiro.

Notou a protuberância no meu bolso: meu celular. “E esse celular aí, deixa eu ver esse celular”, disse ele. Eu disse que não, que não tinha nada, quase chorando, pedindo para que ele me deixasse em paz. Ele insistiu, com as mesmas palavras, mas dessa vez chingando amigavelmente o celular. Tirei o celular e entreguei-o.

Enquanto tudo acontecia, as pessoas ao meu redor olhavam a cena, como se fosse um artista de rua pintando um quadro numa cerâmica. Chamam isso de Indiferença.

Entregando o celular, ele pediu pra ver a minha carteira. Tendo de certa forma acostumado-me com a situação, abri a carteira e já fui tirando os trinta reais que nela estavam contidos. O amigo dissera: “Bora véi, vamo logo!”. Entreguei ao pivete. Silenciosamente ele montou em sua bicicleta e saiu, junto com o coleguinha. Esperei alguns segundos e corri do ponto até a casa de meus avós. Enquanto corria, olhei para a esquerda e percebi os outros dois do bando, em pé, observando tudo, à disposição dos dois, caso a situação se agravasse. Tudo isso aconteceu ao MEIO DIA, num SÁBADO.

Prejuízo material:

Samsung SGH-E215L: R$ 369,00.

Dinheiro: R$ 30,00

Total: R$ 399,00.

***

História 2 –

Tendo eu voltado à minha cidade no mesmo sábado à tarde, dormido na casa do Davi em razão dos eventos na igreja que aconteceriam logo mais à noite e no domingo pela manhã, os quais eu não poderia faltar, almocei e dei um tempinho por lá pela sua residência. Por volta das três da tarde, saí com uma mochila nas costas, trajando bermuda de tactel, camisa normal e levando comigo o case do violão.

No caminho para casa, passando pela rua do mangue, avisto três pivetes. Nem olhei pra eles direito, mas já percebi o que queriam. Aparentavam ter a minha idade aproximadamente. O “chefe” deles chegou dizendo que “só tinha gostado do relógio, só”. Botei o violão no chão, retirando rapidamente meu relógio. O vagabundo percebeu meu anel de inox e pediu para que eu o retirasse, enquanto um deles revirava minha bolsa, procurava por algo mais de valor. Pegou minha carteira e vendo que nada nela havia, deixou-a onde estava.

O primeiro que me abordara, tentando tirar de mim o máximo possível, conseguindo assim mais dinheiro pra financiar seu muito provável vício, percebeu a marca da minha camisa. Mandou que eu a retirasse. Botei a mochila no chão, tirei a camisa, dei pra ele e, juntamente com os outros dois foi saindo.

“Vai, quietinho, se gritar ou correr agente corre atrás”, disse ele.

Peguei minhas coisas remanescentes e, cabisbaixo, andei rápido até um ponto em que eles não pudessem me ver mais. A partir desse ponto, corri até chegar em casa. Nunca fiquei tão desesperado pra abrir um portão na minha vida.

Prejuízo material:

Relógio: R$ 35,00.

Anel: R$ 5,00.

Camisa: R$ 60,00.

Total: R$ 100,00

Prejuízo anterior: R$ 399,00.

Total total: R$ 499,00.

***

História 3 –

Porto Seguro, sábado, dia 16 de maio de 2009, por volta das quatro da tarde; mais ou menos dois meses depois dos dois fatos anteriores. Éramos três: eu, Davi e Gustavo. Porém, graças a Deus, dessa vez eu não fui a vítima direta. Estávamos na esquina da igreja, próximo ao orelhão, trocando assuntos inúteis. Despedímo-nos e, enquanto eu e Gustavo terminávamos um assunto, Davi já ia saindo em direção à sua casa. Neste momento, um molecote de uns doze ou treze anos brecou a bicicleta próximo a Gustavo. Por seu olhar, percebi do que se tratava.

Mandou que Gustavo desse a ele o celular. Deus é mesmo muito grande: o moleque foi justamente no cara que não tinha celular.

Mostrando seus bolsos, Gustavo disse ao pivete que não tinha celular. Davi, percebera a movimentação e fizera um olhar de espanto, parecido com um emoticon (O.o’). Percebi a presença de mais dois sujeitos que aparentavam mais ou menos 20 anos, pouco mais à frente, que observavam a movimentação, assim como os dois da primeira história. Com um pouco de pressa e sem fé que aquela tentativa daria certo, os dois chamaram o pivete. Mas ele era insistente.

Continuou pedindo o celular que Gustavo não tinha. Disse que “eles poderiam se esbarrar qualquer dia desses denovo”. Eu encostei, com a minha carinha amigável de sempre, dizendo que ele não tinha celular nenhum, com um tom de raiva, mas ao mesmo tempo com controle. Com a mão meio grudada na coxa, fiz um gesto pra Davi, chamando-o para aproximar-se na tentativa de intimidar o moleque. Ele não atendeu ao chamado e foi saindo-se para a porta lateral da igreja, tentando fugir da situação, como se nem estivesse ali.

Gustavo continuara a discutir com o moleque. Ao ver Davi escapando, olhei para a outra esquina, disfarcei e saí de fininho junto com Davi, na esperança de que Gustavo viesse junto conosco e deixasse o pivete falando sozinho. Não foi o que aconteceu. Ele deu conversa ao pivete.

Enquanto eu saía, o pivete me mandava não sair. Percebi as cáries nos seus dentes frontais. Não dei ouvidos e continuei saindo. Talvez o AgaGê possa definir melhor o que eu fui nessa hora, com suas palavrinhas amistosas.

Lembra do significado de Indiferença? Poisé. Dessa vez, eu fui o indiferente. O problema é que depois de passar por dois assaltos e estar num terceiro com um celular de quase seiscentos reais dividido em prestações a perder de vista, a pessoa faz o que puder pra escapar da situação. Sobe aquele velho arrepio de pavor, somado ao nervosismo.

Eu e Davi ficamos uns segundos olhando a cena da porta da igreja. Os outros dois que esperavam o moleque, também vazaram. Tiveram a mesma atitude. O Gustavo meio que começou uma briga com o moleque. Não me lembro ao certo o que aconteceu, mesmo tendo isso acontecido ontem, mas vi o pivete saindo da bicicleta, segurando-a com uma das mãos, enquanto dava um chute na perna do alvo. Este, por sua vez, esquivava-se dos golpes, e empurrava o ladrãozinho pra longe.

Ao ver a mini-briga, larguei a sacola que estava segurando na porta da igreja e, jutamente com Davi, corremos em direção aos dois. “Ô Gustavo, vai ficar aí dando conversa pra esse moleque?”, disse ele. Davi e eu mantínhamo-nos cautelosos. O moleque, vendo que seriam três contra um, segurou-se e Gustavo, veio em nossa direção, finalmente deixando-o pra lá.

Entramos os três na igreja, e vimos através porta frontal o moleque e um dos outros que o acompanhava pedalando e mirando-nos, talvez tentando gravar nossas faces, vai saber.

[editado] Essa foi a minha visão da situação, levando em consideração o nervoso que sentia na hora. Segundo Gustavo, na briga entre ele e o pobre coitado do garoto rolaram uns golpes a mais.

Prejuízo material:

R$ 0,00

Prejuízo total: R$ 499,00 + 1 amigo chateado.

***

Tendo como base as três histórias acima contadas em que participei, sendo que em duas fui o protagonista, venho por meio deste meio de comunicação, adicionar uma crítica certamente não ouvida à lista de críticas desses gangsters parlamentares. Eu sei que não vou mudar o mundo com isso aqui. O máximo que vou conseguir é uns colegas me zoando, uns comentários dizendo que o texto ficou grande, blá blá blá. Mas pelo menos disse tudo o que tinha pra dizer.

Agora, cambada de acéfalos, venho chamar-lhes a atenção. A maioria das pessoas da minha faixa etária já vota, ou pelo menos vai votar nas próximas eleições. Sei também o quão utópico é essa coisa de “democracia”, de “cidadania” que nos são impostas como “valores”. Valores o caramba. Não temos liberdade de escolha, expressão, e agora nem de andar nas ruas em paz. Eleições estão vindo, e sei que a nós não nos restam opções coerentes de candidatos à dinheiro fácil. Anyway, temos que escolher com o máximo de perspicácia possível.

Aí vem de lá aqueles bestalhados baba-ovo de político, gritando o nome do candidato meliante desesperadamente, a fim de tentar cativar mais outros bestalhados a seguí-lo. É muita palhaçada mesmo.

Acho que o voto tinha que ser como nos States, opcional, e só pra quem tem ensino médio completo. Você acha que uma pessoa que mal sabe escrever seu nome pode ter consciência necessária pra escolher o vagabundo certo que irá governá-lo? Plin! Entramos em outra questão: educação.

Não estou criticando os analfabetos, pois sei que tem muito PhD por aí que também não sabe escolher, mas sim a falta de importância dada à educação em nosso país. Se a educação pública fosse boa, não haveriam analfabetos e consequentemente pressupõe-se que as pessoas teriam um mínimo de consciência. Reconheço os esforços do ADM do país em implantar novas escolas técnicas porém, tudo muito depende da educação fundamental e familiar.

Também sei que simplesmente implantar escolas em cada esquina não vai aidantar. É necessário que as criancinhas vão para a escola em segurança, sem medo de perderem as calças ou de serem arrastados por sete kilômetros por um carro, preso ao cinto de segurança. Não é defendendo político A ou B, mas Cristóvão Buarque disse algo que merece atenção: “Cadeia pra hoje, escola pra amanhã.”.

Esse assunto enche o saco. É importante e merece atenção, mas enche o saco. Esses três acontecimentos abrem portas a várias discussões, porém quero apenas chamar atenção para a nossa “liberdade”, nossa “cidadania”, nossos ditos “direitos de cidadão”. Aqui, nós não temos isso. O direito é definido pela sua conta bancária ou por seu estoque de Cannabis Sativa disponível para venda.

Lembre-se: Liberdade é utopia, ficção, tão real quanto a nossa querida máquina de xerox, ao menos aqui no Brasil.

E aos Gangsters Parlamentares, ou da Câmara dos Deputados, ou de qualquer outro recinto onde se encontrem pessoas que não saibam ao menos o significado de ENEM e que trajem ternos finos que disfarçam  sua real conduta, aí vai uma música dedicatória do Apocalipse 16 que retrata muito bem o cenário político brasileiro:

Apocalipse 16 – Último Dia

DSC00011Ókí procêis, ó.

By Higor Ernandes™

P.S.: Pra você que não me conhece, o cara da foto não sou eu, é o caro colega AgaGê.

27 comentários sobre “A Trilogia do Assalto

  1. P.S.: todo akele que vier com comentário do tipo :”se fu!@#u otário” será duramente cortado e criticado, e ganhará um post especial como crítica a você…

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  2. kkkk.. rasheii de rir..a suahsuh.. mais só dei uma lidaa na historia 1.. pq os outross são enormess.. suahsuh.. mais tah massa… bj

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  3. Bah! Tu tens toda a razão, guri! Andar com medo nas ruas é foda!! E cansa… Mas, putz, tu tivestes um baita azar, emh! Pensando bem, será que é realmente azar ser assaltado duas vezes, quase três, em dois meses? Pra mim, isso tem outro nome…
    Aproveitando o comentário, descobri esse blog hoje, e achei ele bem bacana. Vocês escrevem muito bem e estão de parabéns!
    Abraços e fuui!

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    • Olha cara, não sou filho de ninguém importante (não que meu pai não seja), não tenho dinheiro e nem inimigos…
      O povo diz que a minha cara normal assusta as pessoas de tão séria que é.
      Não entendi o que vc quis dizer =/

      Vai ver é a bandidagem mesmo, vai saber…

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  4. nuss.. kkkk ki azar da pohaaa… kk
    mais tah massinhaa a segunda historiaa… tirandoo o prejuuu.. rsrsrs … bj.. amanhã comento a 3 historiaa.

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  5. … sabe que ao ler o seu post, senti um calafrio horroroso, já passei por uma situação parecida só que um pouco pior, três pontos na cabeça por causa de uma coronhada, meu amigo sete pontos por causa de um piercing arrancado no tapa e a funilaria de um Vectra por conta de dois buracos de bala… amo o meu país, mas muitas vezes sinto uma tristeza enorme por morar aqui… sei lá, quem sabe um dia isso vire história…

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  6. Cara,

    Em qualquer situação vc devia ter trocado uns socos!!! C é muito froxo… E outra, na ultima situação vcs não tavam 3X3, saia na porrada, primeiro vocês quebravam o marginalzinho menor! sobrava os outros 2 mais ai vocês “tavam” em 3…

    Se é muito burro, precisa ganhar uns musculos ao inves de ficar na internet escrevendo em Blog! Esporte é Vida, e nesse caso a solução pra não peder dinheiro.

    Deixe essa internet de lado, e faça um esporte, uma luta, e uma academia!

    Só minha dica, pois eu tambem já passei por isso, mas não sem trocar uns socos!

    Claro uma situação como “comentada” de arma de fogo é diferente, sem duvida, é botar a mão pra cima e rezar pra Deus, depois de inventaram a “porvora” não existe mais homen!

    Abraço.

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    • Entrei na academia ontem…
      Deve-se também considerar o velho fato de que em cidades pequenas comparadas ao porte de São Paulo, por exemplo, se eu e meus outros dois colegas batêssemos naquele pivete, com certeza ficaríamos marcados e com o dobro de medo de andar na rua. Nos outros casos, eram 4×1 e 3×1… nem rola, né?

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  7. Dae rapaz – parabens pelo seu texto! bem claro, com uma pitada de humor pois ‘temos que rir pra não chorar’. A visão geral aqui de curitiba é igual, muda-se a cidade, mas os problemas são os mesmos.

    Fique firme, e nunca deixe se abater!
    grande abraço

    JOAUM

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  8. Temos que acabar com essa hipocrisia que existe neste país.Coitadinhos puta que pariu…O que tá faltando mesmo é um Camilo Castelo Branco um Garastazu Medice ou um Costa e Silva pra ver se não acaba com a bandidagem que existe neste Brasilzão.Principalmente neste senado e congresso nacional cheio de safadeza e corruptos.Cacete cadeia e escola leis duras para todos. Eu disse TODOS sem excessão, ou anda na linha ou vai pro pau.Lei dura e vamos .PQP pra os teem pena de alma sebosa.

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  9. Higor, eu vou te contar uma história então para você. Eu sou paulistano da Barra Funda, e há 8 anos atrás fui para Porto Seguro no carnaval naquelas viagens de formatura com a minha sala. Ficamos 7 dias. Ocorreram 2 “assaltos”, sendo que um não foi explícito. O 1° foi no 3° dia, estavamos esperando o ônibus defronte a rodovia e em frente ao hotel para irmos a cidade, e passaram 3 rapazes, eles abordaram a gente, um portava uma .38, aparentava ser maior de idade e mandava os outros a nos revistarem e roubaram R$20 meus, R$60 de um e R$100 de outro. Eu havia escondido o dinheiro distribuído nas meias, o que foi minha sorte, consegui salvar R$80!!! Eles foram embora rindo e nem tivemos reação para isso. A 2ª foi quando estavamos a noite para entrar na TOA-TOA e um amigo meu foi comprar um “CAPETA” em uma barraca em frente ao estabelecimento. Eu comprei a minha também e dei o trocado exato, meu amigo pagou o dele com uma nota de R$50!. O dono da barraca disse que iria trocar o dinheiro e deu o dinheiro para um garotinho que saiu com sua bicicleta “pra trocar o dinheiro”. Esperamos 40minutos e nada.. 50minutos e nada.. chamei meus outros amigos e fomos falar com o dono da barraca.. Ele disse que o rapaz estava voltando já.. RESULTADO : APARECERAM 8 ( isso mesmo – 8!!!) negos bombados e nos ameaçaram que se insistissemos em reaver o dinheiro ” a coisa ficaria feia – antes de entrarmos ou quando saíssemos do TOA-TOA ” .. além de meu amigo perder dinheiro ainda fomos ameaçados. UMA VERGONHA QUE A CIDADE NÃO SE PRESTE A GARANTIR A SEGURANÇA, SENDO UMA CIDADE COM ALTO FLUXO DE TURISTAS, ALÉM DO QUE ISSO ACONTECEU NA FRENTE DE UM ESTABELECIMENTO.. NÃO QUISEMOS PROCURAR A POLÍCIA, O QUE FOI SORTE, PORQUE ENCONTRAMOS POR VÁRIAS VEZES DEPOIS OS CARAS QUE NOS AMEAÇARAM EM OUTRAS FESTAS QUE FOMOS.. Já fui para FORTALEZA, NATAL, RECIFE, SÃO LUÍS, OLINDA, BOA VISTA, FUI AO MÉXICO 2 VEZES, EUA 2 VEZES, NUNCA ENCONTREI TAMANHA SITUAÇÃO DE INSEGURANÇA ( FORTALEZA CHEGOU PERTO, MUITO PERTO!!), Por essas e outras razões nao viajo para RIO DE JANEIRO, SALVADOR E PORTO SEGURO. Abraço galera.

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    • Concordo com você cara…
      Se já é uma vergonha eu que moro aqui dizer o que disse, ainda mais você que é turista e traz o pão-de-cada-dia de boa parte da população na época do verão.

      Como disse o caro AgaGê, seria hipocrisia não concordar com isso.
      Abraços!

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  10. O problema é que a politica de segurança pública do brasil é uma mina de ouro e se o indice de criminalidade for reduzido ou até mesmo o correto combate a isso que assistimos diariamente, um verdadeiro massacre aos cidadãos que pagam os impostos, os verdadeiros aproveitadores ou melhor escrevendo os que realmente lucram com essa falta de segurança, estariam com seus cofres vazios.

    Uma coisa não deixo de acreditar, é que os culpados dessas patifarias somos todos nós, votamos em vagabundos que se lixam para o povo e nem nos preocupamos com o que o cara que vai nos representar é ou não um bandido, na maioria das vezes são.

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  11. Então, só para justificar, eu não critiquei a cidade. Falei da falta de segurança pública, que REALMENTE é um problema nacional. Infelizmente ocorreram fatos ruins em Porto Seguro, mas meus primos, minha irmã, meus pais, vários amigos foram separadamente para lá mesmo depois do que aconteceu comigo, não os incentivei a fazer o contrário, inclusive minha irmã foi 2 vezes. Fiz só mais um relato pessoal, para seguir o pensamento do Higor.
    Quanto a questão da segurança nacional, é cada vez mais evidente o tipo de pensamento que os políticos apresentam quanto ao gasto público (vide escândalos de desvios de verba, “laranjas” em empresas fantasma, passagens aéreas, favorecimentos a licitações de empresas para serviços terceirizados, salários para políticos MUITO ACIMA do salário mínimo, etc, etc,etc…). Fazer política virou mais que um serviço prestado E para a população, virou MEIO DE ASCENÇÃO SOCIO-ECONÔMICA E/OU MANUTENÇÃO DESTE STATUS SÓCIO-ECONÔMICO. TODO político no início de “carreira” aprende a conviver neste mundo a parte se tornando mais um corrupto OU mais um que consente com a situação.O capital mal administrado deixa de ser investido na Educação, Saúde e SEGURANÇA.Curiosidade : sabe qual o maior gasto que o governo tem há um looongo tempo(pós-ditadura)? DÍVIDA EXTERNA. Sem mais. Abraço

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    • Não, não, sem grilo. Acho inclusive bom que turistas demonstrem os pontos negativos do lugar onde passam férias, etc. Isso faz, teoricamente, com que tentemos melhorar, além de chamar a atenção pra tais problemas.

      É justamente o que você disse: político=dinheiro fácil às custas dos otários que nos elegeram…

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  12. como eu tinha dito antes eu iria ler cade historia em 1 dia uahuahs e terminei a 3 hj.. agoraa.! kkk parabéns Higóór otimo post .. é oq muita gente tah precisandoo perceber sobre algumas situações atuais .. bjx

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  13. Li seu post e alguns comentários. É notável a revolta que sentimos quando não sentimos seguros. Tanto que ‘segurança’ é um dos primeiros principios de sobrevivencia do ser humano.

    É complicado pensar em uma solução, mas pense no ponto de vista do “moleque”, que são os iniciados no crime:

    “Vivo num barraco montado num buraco, sou tratado como lixo. Porque deveria tratar os outros com respeito?.”

    Ai chega um cara já está no ramo do crime e faz promessas e faz o garoto se sentir bem sendo um criminoso, criando amigos, bebendo e se drogando.

    Cara, numa visão dessa acho que qualquer um estava roubando e matando.

    A visão do criminoso como um “inimigo” é incorreto apesar de ser a primeira coisa que a gente olha.

    O cara é uma pessoa, ele é o resultado da sociedade que temos. Não estou falando pra ter pena, estou falando que se essa pessoa tivesse uma CRIAÇÃO como a nossa, com colégio e uma visão da familia.

    A solução, eu não tenho, se os politicos os quais colocamos no poder tem a solução? Acho que não.

    A unica coisa que sei sobre essa “solução” seria: “VOTE COM CONSCIÊNCIA”.

    Uma boa educação nos foi dada e deveriamos usa-la para votar.

    Abraço galera, boa sorte com o blog e Higor, espero que tenha mais sorte para não encontrar com esses tretas! =]

    Blog: http://bazzar216.wordpress.com/

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  14. pois é, não ando com certas coisas no bolso por causa disso. pior que mulher também tem que se preocupar com outras coisas (sério, dá medo quando um velho passa por você e diz “que belezinha…”).
    o post tem um bom objetivo, mas a situação infelizmente não irá mudar com apenas um post =/

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  15. Sabe, quando todos esse acontecimentos aconteceram(me refiro aos assaltos,exceto o terceiro,pois não tinha conhecimento)achei que Higor(meu irmão)fosse sei lá ficar meio que com paranóia de sair “ficou alguns dias que é normal, quem não ficaria?”, agora vejo que refletindo ele viu que infelismente isso é realidade, e não um fato isolado.A pergunta que me faço é,”O que podemos aprender com isso?”, que tal comersarmos pensando(muito mesmo)antes de apertamos o botão verde “CONFIRME”;Fica aí a ideia, reflita…

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  16. Higor, vc tá escrevendo bem cara :D e não tô falando isso só pelo fato de vc ser lindo ¬¬

    Realmente são situações um tanto quanto constrangedoras, fiquei triste em saber que vc passou por isso, feliz com a bela produção do texto e mais triste com o comentário do “Miltão” :F

    Como diria o ilustre e sem Phd Marcelo D2 .. “segue o desejo de matar de um Capitão Nascimento ..”

    Abraço ;D

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