Anonimato

Antigamente, ser anônimo era realmente possível, ou no mínimo era duradouro. Para ser anônimo bastava um telefone fixo (ou um orelhão) e um indivíduo para quem você ligaria (ou um idiota disposto a atender sua chamada a cobrar), aí você dizia qualquer coisa e desligava o telefone. Você gastava um dinheiro deveras considerável, mas ficava oficialmente anônimo. Claro que havia (e ainda há) como descobrir daonde origina-se a chamada, mas isso consome tempo, recursos e paciência, três coisas que muita gente não tem. Então você ficava anônimo mesmo.

Devido ao fato que isso era caro, consumia tempo do anônimo, e também afetava uma única pessoa (o retardado que recebia a ligação). Mas aí veio a inclusão digital (ahhh maldita inclusão digital) e agora, qualquer um que saiba dar um clique duplo no ícone do firefox pode ser um anônimo com visualização mundial.

Até aí tudo bem, se os níveis ficassem no mesmo patamar dos antigos fakes (vulgarmente conhecidas como trotes), mas os seres acéfalos que degrinem a imagem da humanidade perante G-zuiz não estão satisfeitos simplesmente com  seu fake atingindo um único indivíduo. Não, tem que mostrar para todos que são realmente retardados e sair pela internet causando a desordem em tudo aquilo que forem capazes, fóruns, twitters, blogs, sites de relacionamento, etc…

Ahhhh, maldita incluisão digital. Antigamente, usar a internet era considerado (assim como nossa querida TI) coisa de nerd, com isso, apenas pessoas que possuissem mais de 10 neurônios utilizáveis usufruiam dela; e a internet era um ambiente com condiçoes aceitáveis para se construir uma família. Agora a internet é repleta de pessoas que não tem a mínima noção de como portar-se em qualquer lugar e simplesmente se acham no direito de bagunçar e zoar tudo só porque não podem ser pegos.

Isso é realmente um mal. Se as pessoas fizessem baderna mostrando a verdadeira identidade, ou aquela que escolhem adotar em todos os ambientes internéticos (vulgo: “usassem pra bagunçar o mesmo orkut que usam pra conversar com os amiguinhos”), seria algo até aceitável, afinal, o fato de usar uma identidade mais aceitada pelos outros acarreta também um pouco de vergonha por parte do usuário. Afinal, qualquer um com a cabeça no lugar faz bagunça alguma vez. Mas sempre existe algum acéfalo que, unicamente pelo fato de que deram-lhe a oportunidade (novamente a maldita inclusão digital…) de usufruir dessa maravilhosa invenção, acha que pode fazer o que lhe convier, e isso sempre inclui tornar cansativa e estressante a vida daqueles que estão, virtualmente, ao seu redor.

Pra finalizar, deixo minha mensagem aos anônimos que lêem isso: “Procurem algo realmente útil e instrutivo para ocupar seu encéfalo”. Já demos milhares de dicas para vocês, mas como sei que vocês tem menos memória que um peixinho dourado, repetir-las-ei:

  • Leia um livro;
  • Leia um blog;
  • Crie um blog;
  • Ouça música;
  • Pratique esportes;
  • Lave todas as partes do seu corpo durante o banho (assim ele demora mais);
  • Veja televisão (assim você pratica um mal apenas a si próprio);
  • Estude (não siga nosso exemplo…)

Caso você ainda sinta vontade de fazer alguma coisa anônima na internet, tem a melhor das dicas:

  • Se jogue de um penhasco!

Até lá, que Nimb role bons dados para você!

By AgaGê

Digaê

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s