Uma saga de um são joão – parte 4

Bom, Higór me interrompeu quando eu estava na melhor parte (ou na pior para alguns). Mas hoje você saberá de todas as respostas. Saberá aonde culminou todo aquele trabalho, aonde foram parar os sete reais e cinquenta centavos, vai saber o que é 42, vai saber porque o mundo é mundo, vai saber s eu ganhei a partida de ping-pong,vai saber cadê o chinelo, vai saber porque Agu pegou a menininha, e uma série de outras perguntas que todo mundo faz, mas ninguém sabe responder.

Estava eu jogando ping-pong, feliz da vida, ganhando de todo mundo, quando chega Agu (isso pode não parecer de suma importância agora para vocês mas, horas mais tarde, ele protagonizou uma cena que eu achei que jamais fosse ver em minha vida), depois Marina com os corações pretos do correio da discórdia para grampear as kriptonytas. Grampeamos felizes da vida como crianças que obedecem os pais devem ser. Mas, vinte minutos depois descobrimos ter esquecido as canetinhas para escrever no correio.

HAHA! Que legal!

Rodamos o colégio todo até conseguir encontrar a monitora e conseguir, por consequência, a chave do armário. Chegamos lá, pegamos uma caneta totalmente rudimentar (pra ser mais preciso, um pilot daqueles permanente de espessura de uma lata de red bull), mas, tinha que ser assim mesmo. Sendo assim, começamos a vender.

Vendemos, suamos usando todo o poder de persuasão, seguindo as táticas de Seu madruga e chaves para venda:

E íamos felizes da vida, fazendo nossas vendas…

o problema foi quando uma certa pessoa me pediu pra entregar um correio elegante para outra pessoa, mas espalharam que a autoria do bilhete foi minha. Vou deixar bem claro: Não fui eu que entregou o bilhete p***a! Eu sei quem foi, afinal fui eu quem vendi, mas pelo fato de eu ser um menino ético e comprometido com o trabalho do correio não posso aqui revelar que foi… (haha, pensou que eu fosse dizer né?)

E ia feliz continuando com minhas vendas, vendendo um aqui, outro ali, e ganhando até alguma coisa palpável financeiramente. E Chegou a hora da quadrilha. Particularmente o povo que não ensaiou fez ela ficar uma porcaria (para não usar palavras de baixo calão), mas eu trajava um modelito muito peculiar: uma camiseta, um paletó (ambos enfiados dentro das calças) e a calça quase enforcando-me, na altura do umbigo. E eu dançava como uma lombriga agonizante. E suava como a tampa de um marmitex. E não parava de rir.

Resumindo, foi muito comédia!

Mas, tive que voltar a minha dura labuta. Voltei a vender os coraçõezinhos. Porém teve uma hora que eu reparei que não havia parado o dia todo, e resolvi deixar meus caros companheiros com o difícil trabalho de venda.

Então comecei a andar pela festa e reparar na cara dos indivíduos que me cercavam. Percebi que tinha mulher bonita, percebi que a maioria estava acompanhada, percebi que haviam estranhamente poucos indivíduos do sexo masculino na festa. Meu Deus! Nunca achei que frequentaria uma festa assim um dia na minha vida! Mas logo descobri o porque.

Já que eu havia organizado a festa, eu deveria usufruir da diversão que ela poderia proporcionar-me, e decidi adentrar na rave. Minha primeira impressão foi de estar numa panela de pressão, quente e abafada. Quando olhei em volta, percebi que tinha muita gente para pouco espaço, ali dentro parecia uma estrela de nêutros de tanta gente que ali dançava (ou fingia que). E pra finalizar com chave de ouro, tinha também isso:

Esse era o indivíduo mais bem aparentado que ali estava

Esse era o indivíduo mais bem aparentado que ali estava

Mas AgaGê, esse cara aí é feio que dói!

Mas AgaGê, esse cara aí é feio que dói!

Acho que você está começando a entender onde eu quero chegar...

Acho que você está começando a entender onde eu quero chegar...

E pra melhorar tudo, a razão homem/mulher era de 500/0,2, e toda e qualquer fêmea que tentasse adentrar no recinto, era assediada pelos marmanjos fazendo terra nelas.

E suma, aquilo parecia uma sauna gay.

E aquilo rendeu-me diversão e boas risadas pelo resto da noite, e pela semana consecutiva. Pra falar a verdade, até agora eu estou rindo aqui na frente do monitor.

E assim, terminei minha noite, falando mal de quem tava dentro da rave, alertando as possíveis menininhas que adentrassem o recinto, e falando besteira, meu esporte favorito.

Espero que tenham se divertido aí, como eu me diverti aqui, nesse são joão. Se não, só tenho uma coisa a dizer a vocês:

Até lá, que Nimb role bons dados para você!

By AgaGê

Uma saga de um são joão é marca registrada Classjokers™, todos os direitos, esquerdos e ambidestros reservados. Essa é uma obra de realidade, qualquer semelhança com a ficção é mero caso de plágio. E não, eu não vou dizer quem mandou os bilhetinhos do correio, para de ser chato diacho!

3 comentários sobre “Uma saga de um são joão – parte 4

  1. HAUSUHAUSUHASUHUAUS
    Vieram me perguntar se eu sabia quem tinha mandado o bilhete também.
    Disse que não falaria por “ética profissional”. Na verdade eu nem sabia…

    Mto bom.

    Curtir

Digaê

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s