R.I.P., Michael

Estava eu maquinando comigo mesmo sobre uma idéia de novo post. Percebi que o nosso blog, sendo tão atual, não possuía um post sobre o acontecimento que mais “abalara o mundo” desde a que um meteoro invadiu nossa estratosfera exterminando por completo Godzilla os dinossauros, desde que Jesus morreu, e desde que Rita Lee (a cadela de AgaGê) foi morta por um pneu de um Uno Fire Flex 1.0. Na verdade eu não sei qual era o carro. Whatever, tal assunto é a morte do Tio de AgaGê, Michael Jackson.

Tá, vai, admito que ele revolucionou a música, trazendo um novo estilo de dança e de caminhada reversa. Conseguiu fazer uma música que agradasse a brancos e negros, algo muito difícil para o povo americano, uma vez que o apartheid existente na Nike nos EUA acabou só na teoria, e uma vez que Michael já esteve em ambas as etnias. Fez projetos de apoio a necessitados, blá blá blá whiskas sachê. Mas ele não é um deus. Não merece tanta glória, tanta puxação de saco.

Isso chama-se Sensacionalismo. Até 20 dias atrás ele era um pedófilo endividado até o nariz, viciado em cirurgias plásticas e cheiramento de gatinhos, porém percebeste que nas duas últimas semanas todos esqueceram da Gripe Suína, ou do AF 447 – aliás, a Air France tá dando promoção de passagens aéreas. Compre uma e ganhe um ingresso para conhecer Michael Jackson – e apenas concentraram-se em Michael? É incrível a capacidade de manipulação que a mídia possui. A capacidade de voltar as atenções a um ponto único e influenciar quase que diretamente todo o mundo.

Mas você acha que isso é coisa de agora? Não. Isso vem desde a Grécia Antiga, com os chamados Poetas-rapsodos, que às vezes andavam de cidade em cidade declamando suas poesias tidas como verdades absolutas pelas pessoas que as ouviam. Ou seja, a verdade estava com quem falava, com quem tinha coragem de dar as caras em público e dizer suas boas contribuições ou até mesmo suas asneiras para as pobres mentes lacradas da época, explicando a existência dos deuses e toda a história mitológica do lugar em questão. E todos prestavam atenção naquilo, sem basear-se em outras fontes para construir seu conhecimento. Aliás, nem se falava disso na época.

E assim é até hoje. Os poetas-rapsodos ganharam computadores, internet, redes de televisão, rádio, outdoors, e outros meios de comunicação que ajudam-os em sua infecção mental alheia.

Lembra-se do mensalão? Aquele em que você não sabe onde foram parar os caras que estavam envolvidos… Lembrou aí? Força… É aquele em que todo mundo falou, falou, falou e ninguém sabe como acabou.. Conseguiu lembrar? Deve ser porque quando o caso estava indo de vento em popa alguém, muito engenhoso e ardiloso por sinal,  inventou um negócio chamado referendo sobre as armas que, não diferente do que se esperava, tirou toda e qualquer atenção que o as pessoas tinham por sobre o mensalão.

Dá pra perceber visivelmente que a população do país é como um teatro de marionetes, em que ficam uns caras lá em cima no planalto central e outros no PROJAC segurando o povo e levando pra lá e pra cá, fazendo-os pensar da maneira que querem.

E não falo tudo isso excluindo-me desse meio. Tanto sou influenciado, que escrevi esse post aqui, perdendo minutos de PW de estudo pra tentar te convencer a olhar a situação e não tentar mudá-la, mas ao menos ter consciência de que você está sendo manipulado direta ou indiretamente e que, em alguns casos, você tem a capacidade de esquivar-se de tal domínio. Sou um cara bonzinho, né?

Pensaí, cambada.

By Higor Ernandes – e contribuições AgaGelísticas

5 comentários sobre “R.I.P., Michael

  1. Primeiro comment *-*

    O texto não falou quase nada sobre Michael(considere um elogio), ficou foda *o*

    Abraço, keep writing! *-*

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  2. A Sonia Abrão bem que podia reservar um programa, para dar os “finais das histórias”, já que não tem mais BBB e novelas para ela falar… KKKKKKKK bjs

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  3. “Dá pra perceber visivelmente que a população do país é como um teatro de marionetes, em que ficam uns caras lá em cima no planalto central e outros no PROJAC segurando o povo e levando pra lá e pra cá, fazendo-os pensar da maneira que querem.”

    . so pra resaltar, nao eh so a globo mas toda a midia em geral. prefiro a globo a os intervalos de 10 minutos do SBT cheio de propaganda

    . o michael morreu pow esquece o cara

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