E quem disse que a noite é pra se strondar?

As vezes as pessoas deturpam um pouco as coisas. Até eu já fui vítima dessa deturpação. Quando eu era pequeno, meu conceito de diversão numa noite significava o velho “sexo+alcool+rock’n’roll”, e um detalhe muito importante é que nem beber eu bebia. E também nem fazia faço sexo. E nem gostava de rock’n’roll.  Mas esse era meu ideal de diversão.

Mas isso mudou a algum tempo. E acho que qualquer pessoa sensata pode concluir isso também. eu vejo quando eu saio (o que ocorre muito raramente) que todos nessa festa tem uma aparencia e um jeito igual.

Existem os ômis, que bebem até não conseguir distinguir o indicador do polegar, e saem por aí passando as piores cantadas possíveis. Eu citei o álcool porque, sem ele, a maioria dos caras não teria coragem de passar nem um terço desas cantadas. E as gurias, que insistem em se fazer de difícil pros caras feios, mas tiram até a calcinha por qualquer um com mais de 35 cm de braço, mesmo que ele tenha a inteligência de uma ameba em coma. E nem adianta vir com aquele papinho de que “tem que ter papo pra conquistar”, porque se você tem menos de 30 cm de braço, você realmente tem que ser um Arnaldo Jabor pra pegar alguém simplesmente chegando na caradura.

Eu vejo hoje em dia que existe algo de sobrenatural na sociedade, principalmente em relação aos homens, uma pressão imposta não fisica nem verbalmente, mas mentalmente. Não basta você ser alguma coisa apenas, você tem que provar que o é, e constantemente. Se um cara vai pras festas, não bebe, pega pouca mulher, ele é homossexual, mesmo que ele pegue a maioria das amigas dele na surdina, mesmo que ele pegue mulher em outro ambiente, ele é boiola.

Então, o que me resta é rir da cara das pessoas que, devido ao consumo excessivo de álcool, não se lembram de onde estão,ou o que fizeram na noite passada, ou simplesmente não conseguir ficar mais de pé, e quererem qualquer apoio que seja pra poder dormir.

Mas eu, como sempre, optei pela originalidade

Bom, como vocês devem ter percebido, eu não falo muito sobre as saídas que eu faço com meus amigos. Isso deve ter alguma mínima ligação com o fato de que eu não saio com meus amigos. Talvez muito distante, mas essa ligação de fato existe. Mas o fato é que esss dias por aí eu saí com o pessoal. Combinamos de ir pro show de Tomate, o ex-vocalista do Rapazzola (não conhece nenhum dos dois? Poisé né, banda de axé…). E fomos.

Saímos eu e alguns colegas. Como somos pessoas boazinhas e diferente do resto da população mundial, chegamos cedo, 0 minutos depois que o troço tinha começado. Resultado: lugar vazio e desertico, acho que pra voar aquela bola de feno dos filmes de faroeste só faltava o vento. Se tivesse 250 pessoas naquela hora era muito. Mas já estavamos lá então tinhamos que aproveitar. Então começamos a dançar. Estranhamente, eu era o único que parecia dançar bem naquele meio (que era composto depessoas que prefiro não revelar que são Tevê Escola e Danidani). Quem me conhece pessoalmente provavelmente sabe que eu tenho fama de me mexer igual minhoca em dia de macaronada, mas incrivelmente eu danço bem quando eu quero (e quando não tenoh que rebolar). Os outros dois, pelo nível de animação, erraram o endereço do enterro. Mas ainda sim estávamos dançando. Lá pelas tantas, depois de umas 2 horas pulando sem parar, numa daquela “bota mão pra cima galeeeera!” eu pus, e o celular voou pelo chão. Nessa hhora, um filme da minha vida pasou na frente de meus olhos, uma vez que este é o terceiro celular que eu tenho esse ano. Então, literalmente me joguei no chão para tentar salva-lo, e felizmente consegui. Coloquei na parte mais segura que eu consegui pensar, tal que parte que infelizmente eu sabia que não usaria naquela noite. Lógico que quando cheguei em casa, tratei de limpá-lo com álcoolz e deixar de quarentena.

Aí encontramos o resto do povo, e aí sim começou a parte divertida.Existem 3 momentos dessa noitada que são dignos de nota:

Momento 1:

No meio do povo estava o pato (qualquer dia desses eu explico o porque dese apelido). Pato é um daqueles caras que chama o diabo de lerdo, e tá sempre pronto pra fazer qualquer artimanha engenhosamente proibida, ou engenhosamente sem noção. Pra quem não sabe, pato é o cara que tá dançando comigo no vídeozinho ali em cima. Eis que ele me encontra na festa e logo me desafia:

-Tem que chegar nas meninas imitando o Fred Mercury prateado.

Eu, como sou uam pessoa igualemten sem noção como ele, aceitei o desafio. Pra meu azar, e deleite de quem tava ali por perto, eu sou péssimo de cantada, mas incrivelmente hilariante imitando o Fred Mercury prateado. Aí, a comédia rolou solta.Exemplos de cantadas que eu usei foram:

-Oi tia, tudo bem? ‘Cê é bonita viu? E eu so feio pacarai… Faz uma caridade? Me beija?

-Você é bonitinha é? E eu sou feio.. Mas to afim de você.. rola?

(agora some essas cantadas toscas com uma postura esquisita e a vozinha fina. Aí sim você tem algo engraçado)

O mais legal era ver a cara das meninas em quem eu chegava. Umas davam risada só de olhar pra minha cara, outras saíam de cara fechada de tanto os caras darem em cima delas, e a maioria saia rindo. Tá certo que eu não peguei ninguém, mas isso já valeu a noite.

Momento 2:

Lá pelas tantas, a gente se estabeleceu na porta da boate para melhor podermos nos aproximar de cocotas passíveis de stronda-prateada. E eis que passa uma tia de uns 40 anos, mas por incrível que pareça, era até encarável. E eis que pato, contido em seu espírito de nonsense diz à tia:

-Ô tia, eu tenho coragem!

E a tia, por mais esquisito que isso possa ser, começou a falar:

-Aqui pra você ó – e mostra seu dedo do meio como se dissesse “p** no seu c*” – E se falar de novo vai tomar latada na cara!

(pausa pra rir lembrando da cena)

A gente simplesmente ficou com aquela cara de nádega olhando um pro outro até a tia se virar e caímos na risada.

3º momento:

Junto com o pato, minha trupe encontrou por ali a Gabi, a Amanda, a Thaís e a Nice. Ora, estamos falando de cocotinhas relativamente bonitas, e estamos falando de festas na semana do saco cheio (menos amanda que pelo fato de ter namorado não pe considerada cocotinha, mas sim um cabra ômi). E, mesmo que elas estivessem entre meninos, era inevitável que um macho-tentativa-de-ser-alfa chegasse nelas. Mas o mais engraçado era ver a cara de vergonha delas quando olhavam pra gente fazendo sinais indicando que poderia haver alguma relação sexual entre os dois. E a cara que elas fazem até hoje quando a gente pergunta se ela vai strondar muito…

Ahh, meu filho, alegria de palhaço é ver o circo pegar fogo mesmo, se eu num peguei, vamo empatar a vida dos outros…

Enfim, tudo isso que eu falei aí em cima prova só uma coisa: que pode-se sim ir aum lugar, ficar mais liso que sabonete molhado, e ainda sim se divertir mais que pinto no lixo. As pessoas que comumente frequentam esses lugares, deveriam ver que nem sempre encher a cara e strondar todas as cocotinhas é algo bom, principalmente quando você leva de brinde pra casa um exemplar exclusivo deluxe edition de HIV. É como copiou da internerd meu querido amigo Higozador “A alegria dos banquetes não está na comida que se serve à mesa, mas sim naqueles que nos acompanham a ela”.

E se você precisa de álcool no sangue pra ter coragem de chegar em alguém…. Sinto lhe dizer meu filho mas, aqui na terra de painho, chamam-lhe comumente de frouxo. Ou de frutinha. Ou de boiola. E Chuck Norris irá te excomungar do mundo.

Podem me chamar de qualquer adjetivo perjorativo indicando troca de time, mas que isso é verdade é. Porque ser nerd não está necessariamente ligado à falta de diversão, mas à facilidade em criar um ambiente divertido seja qual for a situação. Sei lá, as vezes as pessoas simplesmente querem ser felizes conservando seu jeito de ser. É o que eu acho

E até você deixar de beber pra chegar em alguém,

Que Nimb role bons dados pra você!

4 comentários sobre “E quem disse que a noite é pra se strondar?

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