Just another intercourse to eunápolis (6)

Blog é a contração de weblog, que significa diário virtual.

Creio que fugimos um pouco dessa definição, visto que o que a gente adora fazer são listas e manuais. Porra nehuma, agora vamos escrever sobre nossas pacatas, monótonas, amebáticas e sonolentas vidinhas.

eu, senhor Hugo-AgaGê-strondaboy-Fellipe, apesar de nerd adoro futebol. Mas não é adorar Wingueleven (tentativa comum da minha cidade em adaptar Winning Eleven do playstation ao vocabulário local), ou adorar ver futebol domingo na tv. É adorar futebol de ir pro rachão de sexta feira, de jogar no sol de meio dia, num campo de terra batida. E voltar nojento pra casa de poeira e suor.

Então, uma das consequências d’eu gostar tanto do babinha assim é ser um tanto quanto dominador das técnicas obscuras de pai-mei, o grande controlador das esfericamente circulares bolas de futebol. E outra consequência desse fato é o outro fato d’ru ser escalado sempre para o time de futebol do colégio. Yeah mo’fucker, creio ser o único nerd jogador de futeol da face da terra.

Acontece que, nessa última semana o CEFET de Eunápolis chamou a gente pra jogar na unidade do CEFET de lá. Bem, sei que você não conhece as particularidades dos lugarejos da bahia, então vou lhes explicar-lhes a vocês, com toda redundância possível, onde fica Eunápolis:

Repare bem no buraco aonde mroÉ mais ou menos assim. Mas que seja, a gente foi jogar no CEFET de Eunápolis. Só não digo que fomos felizes da vida porque o infeliz do diretor da instituição barrou a ida das meninas que havíamos previamente chamado, acabando com a grande motivação do grupo. Mesmo assim nós fomos.

Chegando lá, como tínhamos passado toda a longa viagem de uma hora em abstinência, sem ver nenhum tipo de ser feminino, ao mesmo tempo em que aquecíamo-nos e alongavamo-nos, ligamos o radar de cocotas, pra ver se avistáva-mos algo de bom.

Tá, não vou mentir, não achei muita coisa não. Mas eis que do nada vira uma mina, pegável por sinal, pra mim e diz: “Ei menino, seu time aê é todo primeiro ano?”. Chame como quiser, balde de água fria, chute nas bolas, voadora na garganta, owned, a questão é que foi exatamente a sensação de um beliscão no ovo esquerdo, enquanto você usa um fio dental a que eu senti na hora. Aí vai AgaGê, solícito, dizer quem ali era primeiro e quem era segundo. E lógico que puxei jabá pro meu lado dizendo que eu sou segundo ano. Não que eu não seja, mass…

aí tá, o primeiro baba – como a gente caracteriza “pelada” na bahia – era o dos servidores (professores, fiscais, vigias, etc…). Cá entre nós, o time não era lá essas coisas lá, mas tinha 2 jogadores que salvaram o time. E tinha a gente de torcida pra xingar o juiz, os jogadores e suas respectivas progenitoras, confesso que fiquei com medo de apanhar lá, visto que a gente tava no CEFET de EUNÁPOLIS, xingando os servidores de EUNÁPOLIS e o juiz, que era de EUNÁPOLIS também. Mas felizmente não apanhamos e o time dos nossos queridos servidores porto-segurados ganharam. Nos pênaltis, de virada, mas ganharam.

Era nossa vez. Estávamos lá, nos concentrando em pensamentos inúteis acerca da dominação global quando chega uma das meninas e profere:

ela – Ei, minha amiga ali quer saber seu nome.

E como antes de ser nerd revoltado com o mundo eu sou homem, respondi, feliz por ter recebido a primeira cantada na vida:

eu – É AgaGê (que por sinal elas entenderam HB mas….).

ela – E aquele ali?

eu – É refalel, mas pode chamar de Coy.

Tá, foi ela prum canto e eu pro outro, ainda assim feliz. Tá, vamos nós jogar. 7 segundos de jogo, primeiro gol nosso. Aí começou a reclamação: “Vocês tão perdendo prum muleke que não tem quadra?!”. E asim foi. 2×0, 2×1, 3×1, 4×1 e acaba-se o jogo. O detalhe mais engraçado é que durenta o jogo, a medida que o professor ia falando os nomes, minhas novas conhecidas iam cochichando os nomes.

Tá, cabou o jogo, cumprimentos, saudações, zoações, fotos, whyskas sachet. Saímos todos em direção ao almoço que nos seria servido pela surra aplicada quando nossas 3 protagonistas dessa louca história de sessão da tarde me chamam:

– Vem cá AgaGê.

E eu, solícito e alegre vou. (Como homem é um bicho fácil de ser comprado…)

-Olha, a gente quis dar um presente pra você, mas abre quando tiver dentro do ônibus, bem longe daqui, tá? Tchau gatinho!

Aí pensei eu introspectivamente comigo mesmo: “Me chamou de gatinho? Das duas uma: ou tem problemas gritantes de visão ou tem catastróficos problemas mentais…”. Mas foda-se, nenhum pensamento emo da minha mente tirar-me-ia a alegria que eu estava sentindo.

Tá, eu sei que vocês tão curiosos pra caralho acerca desse papelzinho, então, eis:

Como já era de se esperar, não fui condizente com o que proferi às conhecidas e antes mesmo de sair do cefet de eunápolis mostrei a meus coleguinhas o papelzinho mágico.  mais incrível é que eles ficaram brigando igual felinos e caninos por esse papelzinho. Mas no final quem levou pra casa fui eu =D.

E fomos almoçar, antes do almoço, um dos professores/diretores/técnicos/sei lá do CEFET de lá foi falar algumas palavrinhas.

– Antes de começar a bóia, gostaria de dizer umas coisinhas – (não consegui achar uma onomatopéia que conseguisse traduzir o momento, mas pense aí num barulho de jaca caindo no chão)

Um amigo caindo no chão, depois que outro tinha puxado a cadeira. Não houve viv’alma que não risse daquela cena, daquela jamanta caída no chão com as pernas abertas. Até os professores que nem conheciam ele tavam rindo. Enfim, foi engraçado.

Aí, conversinha, blablablá, hora da bóia. Todo mundo morto de fome, desde as 6 da manhã sem tomar café, e aquele almoço lá, dando sopa (hahá, entendeu o trocadilho?). Atacamos. Menos a mula que havia caído no chão, ele foi direto no refrigerante e levou pra mesa, típico de farofeiro. Mas no final a anta não tomou nem 1/8 do refrigerante, visto que ele deixou o litro em cima da mesa e foi pegar o almoço quando todo mundo estava assentando-se na mesa. E eu, como sempre (outro trocadilho infame), fui o que mais comi. Comi duas montanhas de comida, que me renderam uma leve dor de barriga, e falta de fome até a meia noite, quando comi um singelo pão de batata com manteiga e fui dormir com a sensação de barriga cheia. E com a sensação de ser o garanhão do brega.

5 comentários sobre “Just another intercourse to eunápolis (6)

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