O último dia de aula

Já estou cansado de dizer que sou uma pessoa fora do convencional. E vocês já devem estar cansados de ler também. Ou não, caso você seja uma pessoa que não lê meus posts por ele não terem menos que mil palavras. Ou você é idiota e está cansado só de respirar.

Aquestão é, sendo eu uma pessoa fora do convencional, meu último dia de aula também seria fora do convencional. E o foi, se você quiser saber antes de morrer. Depois de 400 dias letivos nesse último ano, pauleira por mais de um mês, eu tive um último dia de aula, e ele não foi nada convencional.

Pra começar, tinha um trabalho para entregar no último dia de aula (esse do último post sua mula), então fomos nós (eu e Tevê escola) gravar essa budega as 7 horas da manhã, enquanto esperávamos as mulas que faziam recuperação de física. Eu fiquei escrevendo o roteiro e Tevê escola ficou noiando/lendo um livro de RPG. Até que chegaram os perdidos. Além do trabalho render 400 vezes menos porquê ninguém queria falar no microfone, ainda tinha que ficar pedindo silêncio por causa das discussões acaloradas sobre o que era melhor pro 8x no PW. E quando eu digo acaloradas, digo acaloradas mesmo, do povo quase sair na porrada dizendo que a idéia dele era melhor.

Findo isso ficamos gravando/editando o podcast enquanto chegavam mais perdidos lá em casa. No final do trabalho, estavam lá 9 pessoas, sendo que nosso grupo eram apenas 5. Das outras pessoas 3 eram de outra sala e um era de outra cidade, amizade antiga minha e de outros que estava de férias na cidade. E fomos pro colégio.

O grande detalhe é que nosso amigo exógeno estava com o uniforme do colégio e entrou na caradura (“Vo jogar sinuca na UFMG pra num entrar no CEFET…”). E lá fomos nós bater o baba. Idéia de merda, porquê fazia uns 90 graus à sombra, o campo tava parecendo o suvaco do capeta de tão quente, acho que até tio lúcifer tava chupando picolé pra refrescar ali. Mas fomos nós. Depois de uns 40 minutos não tinha ninguém aguentando ficar debaixo daquele sol sem estar próximo a um ataque cardíaco/insolação. Então saímos.

Fomos tomar o tradicional banho de torneira/pia. Banho de torneira/pia é simples, depois de todo baba, forma-se uma fila de meninos suados e “catinguentos”, como diria minha vó, ante a torneira que existe apra suprir as mangueiras de molhar as plantas. Mas que a gente usa mesmo é pra lavar os pés e as canelas tradicionalmente sujas depois do baba no terrão com areia de brejo que nós carinhosamente chamamos de “campo”. Na falta de água na torneira, a gente lava o pé na pia do banheiro para terror das faxineiras e diversão extrema nossa.

Que seja, lavamos o pé e o estendemos no sol para terminar de secar. Sim a gente estende o pé no sol enquanto fala mais um pouco sobre pw. Ficamos lá que nem calango depois da chuva até que uma opção melhor surgiu:  secar o pé numa sala com ar-condicionado, então fomos. Aí ficamos zuando um aspirante a frodo (o cara que passa o filme inteiro com o anel pra queimar ele no fim, um aspirante a bichinha diacho!), olhando a bunda duma minazinha lá, até que o outro pessoal que tava lá dentro entendeu o que a gente realmente queria: Que eles saíssem dali. Aí ficamos na sala fazendo piadas sobre o futuro amor de um colega nosso, sobre sua inatividade coalística e sobre sua morga diária. Até que alguém teve uma idéia:

“Vamo ver DragonBallZ!”

Toda sala aqui no colégio tem uma TV para possíveis aulas multimídia, mas como bons desocupados que somos, tratamos de deturpar o sentido de seu uso e ligamos ela para ver TV Globinho. Mas o grande problema disso é que não tinha antena funfando no colégio. O que fazer? Simples, improvisar.

A TV tinha um cabo para conectar a antena, e a gente tinha vontade de ver DragonBall, então pegamos um arame, um bombrill e usamos isso como uma pequena antena, que por sinal tava pegando melhor que a prabólica lá de casa. Quando a TV começou a pegar, o grito de euforia foi tão grande que eu me senti no meio do Maracanã quando o Flamengo virou o jogo. E por causa desses gritos 3 professores apareceram na porta pra ver se tinha alguém morto/fazendo sexo. Feliz – ou infeliz – mente não tinha ninguém fazendo sexo, e os professores saíram.

DragonBall acabou e com ele o ano letivo para aqueles que não ficaram de recuperação. E eu agora me encontro de férias, com isso vamos ver se eu paro de psotar pra jogar pw e deixar algum colega meu postar.

Até lá,

Que Nimb role bons dados para você!

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