Os seres mais malvados do universo

Você deve estar aí pensando que eu vou falar sobre vilões dos desenhos animados, que por sinal ilustrariam muito bem esse texto, mas que não trariam consigo o significado total do título em suas respectivas personalidades. Deve estar achando que vou falar desde seres abomináveis como o Macaco Louco, até o Brainiac. Mas não.

Venho a vós, leitores, falar de seres com uma capacidade incrível. Que mesmo com sua pequinês, conseguem deixar estragos e marcar vidas, consciente ou inconscientemente. Conseguem fazer com que a mais fútil das garotas decaia, e com que o mais tímido dos garotos ascenda, brilhando em sucesso em meio a seu círculo social. Seres estes, que conseguem transformar sua aparente incapacidade física e mental, em armas poderosas de manipulação de uma vida.

Rapaz, tu é burro(a) viu? Estou falando de Crianças.

Isto mesmo. A fase meretriz humanóide, o apocalipse existencial, a formiga da bala de maçã verde, a desconexão do PW. As Crianças.

Já percebeu a maldade que elas carregam? Seja apelidando os amiguinhos, seja fazendo com que apelidos criados por outros vinguem, seja promovendo humilhações públicas de seus colegas, ou fazendo os adultos pagarem micos com suas bravatas alfinetantes, enredando e atrapalhando as conversas dos maiores.

E não falo assim porque talvez eu tenha sofrido quando era peque com a ação desses projetos de gente e tivesse ficado com trauma. Falo pois tenho certeza de que um dia você também já foi zoado, por mais Megan Fox/Tom Cruise que você seja (ou melhor, fora), por mais inteligente, esperto, ágil, forte, amoroso, gentil, educado ou gente boa que você tenha sido, você tinha um defeito, uma falha.

E é nessa falha que os pirralhos atacam.

Na ferida, no seu defeito (de personalidade), na sua parte feia do corpo, no seu jeito estranho de falar, no seu cabelo diferente, no seu jeito de escrever ou colorir figuras. É lá que elas encontram campo de atuação. Inventam apelidos maldosos, que fariam o Superman preferir kryptonita a tê-los, que te deixam mal, que te fazem chorar como um emo em depressão – redundância detected -, e o pior, que te marcam, na maioria das vezes, pro resto da vida, até a sua fase adulta.

Você porém, após ser humilhado e apelidado provavelmente de uma forma nada agradável, deixa aflorar seus instintos infantis mais selvagens, gerando em você, algo chamado pelos adultos de vingança. É ela, que permite que você não só dê o troco, mas que faça seu rival sentir na pele o que você sentiu, que o faça ter os mesmos desejos vingativos, construindo assim a eterna guerra dos pequenos. Não exatamente eterna, pois ela só dura até você mudar de cidade ou crescer.

A prova de minha teoria, meus caros, encontra-se no seu apelido. Com certeza você tem ou já teve um, e talvez até mais de um. Com certeza também, ele foi criado na sua fase infantil ou adolescente. E com certeza, não foi elaborado com carinho, afeto, mas sim com a única finalidade de fazer os outros pirralhos rirem da sua cara, assim como vingativamente você elaborou cuidadosamente o do moleque que te deu o apelido que você tem. Mesmo não tendo descontado nele, você provavelmente inventa um apelido a outra pessoa que não teve nada a ver com a sua história, só pra livrar a sua consciência. Afinal, ninguém quer ser zoado sozinho, né?

Crianças não conhecem algo que os adultos desenvolveram, percebendo que o duelo eterno entre os diferentes tipos de pessoas daria em um cansaço, depressão e dominação de Nimb sobre a face do globo. Esse algo é chamado de respeito. Crianças não o conhecem.

Os pequeninos que sofrem de problemas com excesso de tecido adiposo, são uns dos mais castigados. Baleia, Baleia Assassina, Balofo, Rolha de Poço, Gordo, Gordinho, Gordão, Bola, Elefante, Barril, Sapo-Boi, Nhonho, Âncora de Avião, entre outros, são exemplos da maldade unida à criatividade infantil.

Em oposição, os desprovidos de massa corporal também são zoados com nomezinhos afáveis como Palito, Seco, Magrela, O Vento Levou, Caixão/Caminhão de Osso, Esqueleto, Folha de Bíblia, Perna de Sabiá, HG, e derivados.

Os cabeçudos, as patricinhas, os ruins-de-bola, as inteligentes, os nojentos, as chatas, todos são zoados, mesmo por suas boas características. A prova, de que não há esse que saia do alcance, que escape da mira das crianças

Findando essa porcaria de post, que eu sei que não ficou bom, digo-lhes: crianças estão para a bondade, inocência e alegria, assim como o pão de queijo está para a bicicleta.

P.S.: Não odeio crianças. Mais uma vez, é um post humorístico, moralista chato. Ou não.

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