Enquanto isso na sala de justiça…

… O Superman dá em cima da mulher maravilha, o Batman continua em seu caso secreto com o Robin e o Lanterna verde… Bem, o lanterna verde segura a lanterna.

Sim, foi uma piadinha realmente tosca, ninguém além de mim riu, mas eu tinha que contar. Agora vamos ao post.

Bem, quando digo “Sala de justiça”, me refiro ao meu querido IFBA, onde eu passo forçadamente mais de 50% do meu dia infelizmente. Além de ter que chegar em casa de notie e estudar feito um condenado para descobrir que eu não estudei tudo que precisava.

Mas não tem problema, afianal melhor se lascar  cheiroso que morrer fedendo.

Começo de ano é sempre a mesma coisa, muitos pedidos de adicionamento no orkut,Gente nova no colégio, gente nova no colégio tentando ser como a gente que não é nova no colégio, gente idiota, gente bonita, gente feia, mais gente idiota, mais gente feia e mais gente idiota. É tanta gente idiota e/ou feia que o colégio fica parecendo um safari, tou quase indo pro colégio com umja espingarda e uma pexera pra garantir o almoço. E tem também alguma peripécia minha para ganhar atenção das pessoas e poder rir um pouco.

Ano passado eu, durante uma prova de gincana, usei um shortinho minúsculo (que apertava um dos testículos) e um top igualmente pequeno para dublar a música “ah Wilson vai”.

Versão original

Versão AgaGê

dispensável dizer que eu estava completamente gelado de vergonha de fazer isso, e mais dispensável dizer que eu me arrependo amargamente de tê-lo feito, até porque depois de tanta humilhação eu tive uma pontuação menor do que a de um grupo que LEU o texto da esquete deles. Vai entender né…

Esse ano não foi diferente. Tá, minto, foi diferente sim. Não me travestio, não me contorci que nem minhoca agonizante em cima de um palco, nem tampouco foi uma prova de gincana. O que eu fiz foi ser apresentador.

Sim, apresentador. Mas eu apenas fui isso para tirar a limpo besteiras que falaram sobre mim. O que ocorreu foi que uma calourinha, ao ouvir meu nome, disse que já tinha ouvido falar de  mim e que eu era uma pessoal antisocial (ou antissocial, ou anti-social. Essa maledeta reforma ortográfica fudeu com a nossa vida =X). Agora você olha pra minha cara e pergunta se uma pessoa que se dignou àquilo ali em ciam vai ser antissocial. Ahhh, francamente…

Gostaria também de dizer umas coisinhas pra champz que disse isso de mim:

Voltando ao assunto, eu fui apresentador pra mostrar o quão sociável eu sou.

Mas você deve estar se perguntando aí: “Mas você foi apresentador de quê AgaGê? De quê você foi apresentador AgaGê?”. Pois bem, ui fui apresentador de um leilão. Um leilão de calouros.

Eu sei que você é burro e não faz a mínima idéia do que seja um leilão de caolouros, então eu vou te contar pra te dar a falsa sensação de sapiência. Leilão de calouros é um evento milenar de tradição na unidade do IFBA de Porto Seguro que acontece desde o ano passado. Consiste em comprar calouros na forma de um leilão convencional, mas tendo que ser pagos em quilos de alimentos. Então os comprados tem que realizar tarefas para os compradores, tipo comprar coca-cola na cantina, guardar lugar nas mesas, deixar ser pintados, arrochar (meu favorito) ou qualquer outra coisa do tipo.

Como vocês devem imaginar, o leilão foi acirradíssimo, chegando a  lances absurdos de 170 pontos (cada quilo de feijão valia cinco pontos), e no final acho que todos saíram satisfeitos, mas se engana quem acha que todos seriam felizes nos próximos dias. Como já devem ter pércebido, eu estudo num colégio de loucos, sendo eu o louco-mor (depois de tv escola, claro), enão os veteranos tocaram a zorra  nos dias que se sucederam.

Tocar a zorra( Verbo, masculino, indicador do uso de dorgas): Causar terror ou pânico, fazer alguém chamar a mamãe, matar do coração.

Poisé, podem imaginar o quão movimentado ficou nosso querido intervalo.

Tem gente que é pintada. Pintada no sentido mais legal da coisa. O pessoal chapa maquiagem na cara, e pega aquelas canetas pilot e faz escritos como “Pertence a fulano” “emo” “baitola” ou coisas do tipo.

Tem gente que é obrigado a dançar. Essa é uma das partes mais divertidas, onde o pessoal escolhe a música que toca no pátio e coloca o pessoa pra dançar. Geralmente durante essa escolha a música em questão é um arrocha/bregão, e aí você vê as inspirações e novos bailarinos surgindo. É realmente algo comédia.

Nota: Arrocha é um ritmo baiano, semelhante ao calypso (em qualidade musical).

Tem também o pessoal que tem algo afixado em suas costas (no sentido não-sexual da expressão). Geralmente são frases como “puxe meu cabelo” e “me chute” o que rende grandes e dolorosos puxões de cabelos e épicas bicudas-sangui-nu-zóio. Um dia, ao ver um  afixo desses, eu vou vir correndo desde a entrada do colégio e dar uma voadora de três pés nas costas do lazarento, aí eu serei alguém feliz.

E pra finalizar tem os que dançam rebolation. Não reboaltion-parangolé, mas sim rebolation-psy-trance. São pessoas que passam o intervalo todo fazendo pose de gateeenho e fazendo três passos o dia todo, alternando entre eles para dividir a atenção. Vez ou outra, quando eles tão se achando demais, alguém que sabe quatro ou mais passos vai lá e mostra como se faz (inclusive eu). Eles olham torto como se aquilo fosse uma ofensa mortal (mais ou menos como quando um nerd chama o outro de noob) e vão pra casa tentar aprender o quarto passo. Sem sucesso.

Bom, pois é, o intervalo realmente ficou mais lecau depois da vinda dos nossos infames calourinhos, que não tem vergonha de se sujeitar aos mais humilhantes serviços para tentar mostrar aos outros que são alguém.

E até eles realmente virarem alguma coisa

Que Nimb role bons dados para você!

2 comentários sobre “Enquanto isso na sala de justiça…

  1. Voltando após muito tempo, eu tenho apenas algumas coisas simples para dizer:
    1ª – Calouros(as) sempre serão calouros(as), não importa o tempo de casa. ;D -“O cheirinho estranho os entrega de quem são.” //sem preconceitos, odeio todos indistintamente. ;)
    2ª – Calouros(as) não têm o direito de falar de veteranos, pois, se não nos conhecem como vão falar sobre nós? .. seria o mesmo que criticar um Mestre em sua tese para doutorado, sendo que quem critica não sabe nem superficialmente sobre o assunto, e como todos sabem nós, veteranos, somos alunos e não professores para focarmos explicando nossas brincadeiras um tanto quanto “preconceituosas” que na verdade são por puro prazer de sacanear os projetos de gente que entraram no nosso “querido lar”, IFBA.
    3ª – “Pingú! Pau nos seus respectivos cús!” -> somento para calouros. ;D

    Grato pela atenção de todos. *-*

    obs: AgaGê, vsf, fazer post falando sobre “pensamentos calourísticos”… tem mais o q fazer não seu emo? ;S
    ;D

    ;**

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