AgaGê – fazendo o mal since 1993

E volta AGaGê, andando levemente como se nada mais importasse em sua vida, com um sorrisinho malicioso no canto da boca, assoviando “Stereo love”. Mas Há algo errado, qualquer pessoa em sã consciência e em seu lugar voltaria pra casa rápido, afinal ainda tem-se que fazer almoço, almoçar e voltar duas horas pro colégio para estagiar, e aidna ficar depois do estágio estudando física. Mas por quê será que AgaGê está sorridente assim? Para sabermos teremos que retroceder alguns dias em sua vida.

Tudo começou numa quinta feira de manhã, quando haveria uma mini-festa de despedida para o professor de física e a rpofessora de portugês, que estavam se ausentando do colégio. Combinou-se que cada um traria o que pudesse e a festa seria em horários do meio do dia, com o consentimento prévio da professora do horário. Então, todos trouxeram e guardaram as coisas na geladeira do refeitório, onde as pessoas costumeiramente guardam as coisas nesse tipo de ocasião, além de ser onde as meninas que vendem doces no intervalo guardam suas mercadorias.

Mas eis que algum infeliz pega tais mercadorias, achando que se tratavam de itens a serem utilizados na festa. Todos elogiaram os brigadeiros, e teve gente que comeu-os excessivamente. Então, após o fim das celebrações (e um memorável e nostálgico coro com a música de abertura de Dragonball Z), todos perguntam o que cada um tinha trazido. Então a lambança foi percebida, ninguém tinha trazido os brigadeiros e lembrou-se que eles pertenciam à meninas de outra turma. E agora, como proceder?

Infelizmente, as pessoas ali tinham consciência da sujeira que fizeram, e sabiam que teriam de ressarcir o prejuízo. Então fez-se umavaquinha na sala de aula e arrecadou-se o dinheiro equivalente a 22 brigadeiros (um por integrante da sala) e a dona dos brigadeiros foi paga. Mas então o panavuêro instalou-se. Segundo a dona dos brigadeiros, haviam quarenta itens dentro de seu vasilhame. Então, instaurou-se uma comissão de investigação para saber quantos brigadeiros de fato. Segundo nossos cálculos (certificados por uma professora de matemática especialista em geometria), o máximo de brigadeiros ali contidos era 30.

Tudo teria sido muito fácil se a negociação tivesse parado ali, o número de brigadeiros tivesse sido esse, e a sala tivesse arcado com a lambança que fez. Mas quem disse que a vida é fácil?

No ato que a dona foi comunicada de nossa decisão, ela elevou o tom da voz (até o ponto de chegar a gritar) para dizer que nós a estávamos chamando de mentirosa, e que em seu recipiente tinham sim 40 brigadeiros, chegando até ao ponto de nos acusar de sermos gatunos. Perceba aonda o nível da discussão chegou. Mas eis que o representante da turma, numa saída de mestre, ameaçou denunciar a ex-possessora dos brigadeiros de estar infringindo regras da instituição, que dizem que não se pode vender nada dentro da escola, pois a cantina tem contrato com o colégio para tal. No ato ela disse que não o débito não precisava mais ser pago, e que estava tudo bem.

Mas não estava tudo bem. A vagabunda ex-dona dos brigadeiros ainda procurou autoridades competentes para que esse débito fosse quitado, e aí a parte boa da história começou.

A turma em questão nunca foi nem um pouco unida. Isso já vinha desde o primeiro ano, onde deu-se a tal “arrumação da sala”, dividindo fundo e frente. Mas isso é quando se é para fazer o bem. Quando se é para fazer o mal a situação se inverte. De desunião mortal a união ferrenha, com o único intuito de salvar a pele, foder com a vida dos outros, e sair da situação com um certo ar de superioridade e refinamento. Então as mentes mais maléficas trabalharam para procurar a melhor saída para tal situação.

Eis que a solução veio. Já que a dona queria que pagássemos ainda mais pelo que havia ali, seria pago, mas de uma maneira nada convencional. Fez-se uma vaquinha que totalizou o valor de 33 brigadeiros (juntando com os outros 22 já pagos). A grande sacada da história foi que o valor foi juntando em moedas de 5 e 10 centavos, o que totalizou moedas demais, tantas que não couberam em duas mão juntas, e teve que ser usado um pedaço de papel como receptáculo. Aidna houve mentes maléficas que colocaram confeitos de maçã verde no meio, alegando não ter dinheiro para arcar com a despesa da vaquinha.

Lógico que não se pretendia dar as balas de maçã verde, mas alguém tinha se precipitado e chamado a dona para receber a quantia a ela destinada. Então, quando terminou-se de fazer a coleta ela já estava lá, de prontidão, para receber seu dinheiro duvidosamente merecido. E o recebeu, junto com a bala, que ela largou pelo chão. E saiu batendo a porta com mais força que auqluer homem já fez naquele colégio. E chrou quando apontou no corredor. E saiu sob aplausos da sala. Talvez não integralmente, mas saiu sob aplausos.

Após alguns instantes, algumas amigas da ex-coisadora dos brigadeiros tomam as dores e voltam para a sala para tentar sair por cima da situação. Lógico que sair por cima da situação onde os oponentes são criaturas tão perversas é praticamente impossível, ainda mais quando se trata de bi-calouras (calouras que repetiram o primeiro ano), como eram as amigas da ex-alguma-coisa dos brigadeiros. Mas mesmo assim as amigas tentaram, e merecem seu lugar na história por isso. Elas entraram na sala e disseram: “Parabéns ao terceiro ano pelo showzinho de primeira série”, e fecharam a porta. Alguém avulso de nome AgaGê diria momentos depois: “Pelo menos a gente passou pro terceiro ano!”, mas infelizmente depois que as tentativas de seres humanos já haviam saído da sala. Mas também mereceu seu lugar na história, e também teve sua sessão de aplausos.

Logo chega a notícia de que ela havia reclamado no departamente de ensino, e que dali a alguns instantes o pedagogo viria para “conversar com a sala”. Todos ficaram animados com idéias de suspensões coletivas, e a posibilidade de faltar alguns dias. E enão todos voltam a prestar atenção na aula de história, já interrompida à exaustão.

Eeis que chega o pedagogo. Na hora dava-se para sentir a euforia das pessoas que ali estavam. Era quase palpável a vontade de encher a, agora considerada vagabunda, ex-mãe dos brigadeiros de palavras de baixo calão, voadoras verbais, bicudas na canela e, como proferido por um aluno avulso de nome AgaGê, “enfiar um dildo de 28 cm em suas entranhas e ligar o modo vibrador”. Quando o pedagogo entrou e começou a dizer o porquê de sua vinda começaram as defesas, antes mesmo da acusação, foi um sacrifício imenso para o pedagogo conter os ânimos das pessoas e falar. Quadndo ele conseguiu, começou a dizer o ocorrido (do jeito que lhe tinha sido contado) e apresentar os pontos onde cada um havia errado.

Por incrível que pareça, ele não aplicou nenhuma punição na turma, nem tampouco a xingou ou atribuiu a ela adjetivos perjorativos. Apenas ouviu tudo o que a sala tinah a dizer, apontou os erros, e apontou os erros da antiga detentora dos brigadeiros (que por sinal eram muitos). No final das contas, a sala saiu sem nenhuma penalidade, e mais uma história no repertório para contar.

Ainda teve mais. A líder de sala foi chamada para conversar a sós com a ex-negoçadora dos brigadeiros, que foi obrigada a pedir desculpas pelo incidente, e pediu para que tudo fosse esquecido.

Agora vamos ao balanço final:

22 brigadeiros – 11 reais.

33 brigadeiros – 16,50

Sair por cima da carne seca – não tem preço

Levar uma pessoa à desonra sem ao menos proferir uma palavra – posso morrer em paz

Ouvir a outra pessoa assumindo que estava errada – Adeus leitores.

Acho que no final, todos ali sairam ganhando. Ganharam uma boa história, ganharam um quê de perversidade e ganharam um tanto a mais de dignidade, que por sinal é o mais importante, principalmente em meio ao fechamento da unidade.

e que Nimb lhe role sempre bons dados!

8 comentários sobre “AgaGê – fazendo o mal since 1993

  1. Só uma coisa a dizer. Agagê disse: “enfiar um dildo de 28 cm em suas entranhas e ligar o modo vibrador”.

    Não entendi. o.O, vcs brigam com ela e ainda querem agradar a vagaba?

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  2. ó eu aq de novo!!! depois de meses distanciadas, voltei pra inspecionar a historia do brigadeiro….
    de tudo oq aconteceu, o melhor foi cetificar pra todo mundo:

    NINGUEM SE METE COM O TI 3º E SAI INTEIRO DA HISTORIA (a garota saiu com o dinheiro e com a garantia de ser chamada de Brigadeiro plo resto d nossa carreira escolar no q chamamos de escola)!!!!

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  3. Kraaaaa… eu perdi essa!! Aff… até imagina que massa que num isso tudo!! Meu Deus… e contado desse jeito entaum.. Kraaa muito divertidooo!! Quem era a fazedora de brigadeiros?? kkkk, adorei.. vcs se superam a cada dia!! Muitoo divertido, da ate pra matar a saudade da salaaa com essas histórias!!

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  4. Pingback: Nunca coloque a mão na comida de alguém. « Class Jokers

Digaê

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