Nunca coloque a mão na comida de alguém.

É, infelizmente parece que não dá mais pra empurrar com a barriga, então, façamos algo antes que o blog vire um museu.

Vejamos se eu consigo fazer cocô menos felido do que meu último post.

Ah, manera também né, nem sempre agente tá bem, em nossos dias mais criativos, mais inspirados. Vou ver se consigo compensar com esse a porcaria que o outro sobre Shows se tornou. Se você não o leu, não perca seu tempo lendo. Se esse post aqui já não merece sua atenção, quanto mais aquela bosta.

Enfim, e sucedeu que nesta quarta-feira, nós, queridos aluninhos do IF-BA da turma de TI – veja bem onde começam as controvérsias, somos TI, Técnico em Informática – fomos visitar a usina hidrelétrica de Itaipú Itapebi, que fica perto de Itapebi ( =O). Primeira questão básica: o que alunos do curso técnico em informática vão fazer numa usina hidrelétrica? Não deveriam estar se preocupando com software, hardware e afins? Tá, um PC pra funcionar necessita de energia, que chega das tomadas, que é distribuída pela rede de alta tensão, que é gerada na hidrelétrica. É até algo relacionável, assim como pão de queijo e bicicleta.

Eu já disse o quanto gosto da relação do pão de queijo com a bicicleta? Simplesmente fascinante.

E não espere que eu venha falar muito de como é uma hidrelétrica, porque essa é a parte sem graça da viagem.

Deixando as razões da visita de lado, nosso professor de elétrica é um homem bondoso (eu acho) e diferentemente do resto dos professores, técnicos, administradores e Game Masters do colégio, não quer nos lascar (claro que, se fosse AgaGê, usaria essa palavra que você tá pensando aí), e quer investir em nosso conhecimento. Assim, fomos até a bendita barragem.

Como saco vazio não para em pé, combinamos de cada aluno levar um tipo de comida diferente pra quando tivéssemos fome, nos juntásse-mos num piquenique (que eu jurava que era “piquinique”, o certo), num momento de união de nossa sala – que aliás, nesse ano está bem mais unida, e eu que o diga, pois foi possível notar isso na confusão do brigadeiro, entre outras ocasiões, diferentemente do ano passado, em que a parte da frente da sala queria matar cada membro da parte de trás, torturando-os até a morte, e vice-versa. O que, felizmente, mudou, e hoje em dia nós somos uma família feliz, prontos para ajudar-nos uns aos outros, quando se trata de maldade com outras salas – n.

E por mais que pensem que não levei nada, EU AJUDEI A FAZER O BOLO DE LIMÃO.

Saímos todos então, felizes e saltitantes, cantarolando musiquinhas alegres pela viagem. Na verdade fomos todos dormindo, aproveitando um momento de sono raro na vida de estudante do IF-BA. Pra variar um pouco, Zezinho chegou atrasado, e tivemos que esperá-lo. Tendo chegado, partimos.

Na ida, como eu já disse, o ônibus não teve a animação esperada de quando se junta um bando de animais arruaceiros grupo de estudantes. Eu, como bom chato que sou, juntamente com Dandan, 2pac, AgaGê e Tevê, tratamos de não deixar ninguém à volta dormir. Peguei um pandeiro lá da igreja emprestado, justamente pensando nesses momentos, o que facilitou nosso trabalho ao acordar nossos coleguinhas, que viravam a nós com os mais perfeitos sorrisos e palavras doces ao serem incomodados.

Amo vocês. *-*

No caminho, conversas sobre PW, algo extremamente incomum em nosso meio, Tevê jogando enfurecidamente no celular, entre outras chatices:

Estrada vai, estrada vem, chegamos ao local de destino. À primeira vista, pelo menos pra mim, era algo impressionante, mesmo que nós desfrutemos da energia gerada pela hidrelétrica a todo momento, e saibamos como ela é gerada. Pra você ter uma ideiazinha, taí uma foto:

Ohhh, que lecau *-*

Tivemos instruções de segurança sobre não entrar sem estar com calça comprida, sapato fechado – algo que até assustou Maiara, que trajava uma sandália ou sapato cujo nome não conheço, mas que era pouco aberto, tendo porém uma meia grande coberta. A coitada quase achou que ficaria para trás. Entramos no busão, que por sinal é pequeno e mal dá pra estirar as pernas, e fomos até uma salinha cheia de arrumações e detalhes que faziam com que ela não parecesse estar bem abaixo de uma barragem com alguns milhares ou talvez até milhões de metros cúbicos de água a poucos metros.

Isso dá medo.

Lá, mais instruções de segurança, mini palestra sobre a história e funcionamento da hidrelétrica. Dirigimo-nos até uma ante-sala, onde recebemos capacetes verdes super style, como “medida de segurança”, como se aquilo fosse nos impedir de receber alguma descarga elétrica ou nos livrar de algum perigo realmente satisfatório. Fomos até a sala de controle, onde um cara controlava o mundo a hidrelétrica e outras subestações. De cara, num dos mais de quatro monitores widescreen de umas 600 mil polegadas cada, uma luzinha vermelha piscava. Luzes vermelhas piscando não são bom sinal. Não são. Não.

Mas, segundo o cara era alarme falso. Isso não me tranquilizou. Continuei a visita ainda com um pé atrás.

Saímos da sala de Justiça, e descemos umas 300 escadas, chegando à medula da terra, passando pelo núcleo, indo bem próximo à superfície de Tokyo. Lá embaixo, vimos mais botões, fios, cujo contato não significava boa coisa. Fomos então até a superfície das turbinas, local extremamente amplo, perfeito pra bater o baba, não fosse a velha sensação de milhares de metros cúbicos de água acima das cabeças. Um som chato pra caramba incomdava, isso porque apenas uma das três turbunas estava em funcionamento. Isso porque não chegamos até as turbinas MESMO, local que necessitava de protetores de ouvido e fluência em língua japonesa, uma vez que ficava mais abaixo.

Subimos de volta então, chegando quase aos céus.

Fomos então até as comportas, coisa que não tava programada. Olhamos de lá então a vista da impressioante flora nordestina.

Eu disse no começo do post que não falaria muito da hidrelétrica e acabei falando. Tenso.

Saímos de cima das comportas e entramos no ônibus, deixando a hidrelétrica, e paramos NO MEIO DA ESTRADA pra fazer nosso piquenique.

É, só fico bonito quando meu rosto não aparece ._.

Ah, esqueci de uma parte, aliás a mais marcante: antes de chegar ao local do piquenique, antes de chegar às ao vertedouro da hidrelétrica – local onde ficam as comportas – , eu como sou um cara com espírito coletivo, com pensamentos no bem comum, vendo que todos estavam famintos, esperando a tão sonhada hora do piquenique com bolo de limão, cachorro quente, brigadeiro, refrigerante e outras porcarias da culinária moderna, fui até minha sacolinha e peguei algo pra comer, na frente de todo mundo.

Um bolinho de morango Bauducco.

De início, fui comer sozinho no fundo do ônibus, mas prevendo que meus queridos amiguxos não deixariam que eu o fizesse, fui até o meio do ônibus, onde pude começar a comer sozinho. Veja bem, COMEÇAR.

O resto do povo, olhando pra mim com cara de desprezo, (também né, olha que coisa de filho da mãe que eu vou fazer, kkkkk) começou a sessão de palavras amigáveis. Mas Zezinho, como é um cara de iniciativa, decidiu que não me deixaria comer o bolinho de morango.

Dei a primeira mordida no bolinho e ele colocou a mão sobre ele, dizendo:

– “Você não vai comer isso não!”

Eu olhei pra ele, desvencilhei o bolinho que já se encontrava amassado de sua mão e o espremi contra sua cabeça, esfarelando o bolo, sujando tudo ao seu redor, seu cabelo, costas, ombros, cadeira do lado, chão, e deixando um delicioso cheiro de morango nele e no ambiente.

Nunca coloque a mão na comida de alguém. ._.

Ao chegarmos ao vertedouro, ele tirou a camisa do colégio e sacudiu, me dizendo com uma risada enquanto eu filmava a paisagem:

– “Viado, você é viado.”

Voltando a onde estávamos (no texto), fizemos o piquenique, como faz uma turma de maternal, na beira da estrada. Há tempos não comia tanta besteira de qualidade.

Recolhemos nossa tralha, e voltamos ao ônibus, onde começaria a bagunça de volta.

Como esperado, cantamos todo tipo de porcaria possível produzido no sul e extremo sul da bahia. Impressionante quanta música ruim pode ser ouvida quando se junta um bando de estudantes. De Silvanno Salles, o Cantor Apaixonado, até Calypso, passando por forrós, arrochas, funks, etc. Fiz o tradicional som com um pandeiro e duas canetas, meio sem prática por sinal (pra não dizer que saiu ruim).

AgaGê interpretou músicas como “Ah Wilson Vai”, e outra que não me lembro, tão gay quanto, para deleite da cambada. Depois, cansamo-nos e aproveitamos os minutos finais de estrada para dormir um pouco.

Espero que dessa vez vocês tenham conseguido ler até o final. o/

E pra terminar, uma fotinha muito sexy dos seus blogueiros favoritos:

“Faz um sorriso falso aê pra a foto…”

*****

Mr. BOLINHO DE MORANGOOOOOAAAHAHAHAHA!

“Eu aprendi, a nunca mais pegar o bolinho de morango Bauducco do meu coleguinhaaaa!” :D

3 comentários sobre “Nunca coloque a mão na comida de alguém.

  1. Suas bochechas estão cada dia maiores, barbaridade. *-*
    Comer sozinho é sempre o mais indicado, ainda mais quando se trata daqueles bolinhos deliciosos da Bauducco. Educação pra quê? :D

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  2. muito mara… a-m-e-i…

    pena q o senhor escritor desse bendito post, não deixou seus coleguinhas em paz,neh???

    cheguei em casa com uma dor de cabeça danada.. culpa sua!!!1

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Digaê

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