Vale a pena ouvir

O ano era 2002 e eu não fazia nada da minha vida. E achava aquilo muito bom por sinal. Passava o dia todo entre ficar noiando assistindo tv (porque na época eu não tinha computador) jogar bola com meu vizinho ou ficar na casa dele jogando algo de útil e ouvindo o que ele ouvia. E numa dessas eu ouvi algo que eu gostei.

Nessa época Eminem era febre, mas febre mesmo. Era tipo cine e restart hoje, com excessão de que os fãs tinham cérebro e não eram gays, além de suas roupas terem no máximo 3 cores, e nenhuma delas causava danos à visão.

Isso foi na época que ele lançou o álbum “The Eminem Show”, e dois anos depois lançou o “Encore” (que na minha humilde opinião é o pior álbum dele) em 2004. Depois disso só veio lançar outro álbum em 2009, o “Relapse”.

Essa lacuna que ficou entre o lançamento de seus álbuns fez com que as pessoas esquecessem o pobre eminem, que ficou reservado às pessoas que realmente gostavam dele e às pessoas que porventura o achavam perdido em seus HD’s mofados.

Porém isso mudou do ano passado pra cá. Com o lançamento do Relapse em 2009 e do Recovery esse ano Eminem voltou a fazer sucesso. Agora os antigos fãs ressurgem das cinzas, enquanto novos fãs aparecem, com atualizações no orkut onde entram em comunidades de bonde da stronda seguidos de comunidades de Eminem, uma coisa totalmente sem nexo.

Como eu tenho pena dessas pobres almas, que tem coragem de assumir que ouvem bonde da stronda, cine e Eminem, eu resolvi compartilhar com eles um gosto musical diferente daqueles que o deus MTV manda, e que pode não ser tão bom, mas pelo menos é autêntico.

(Como o próprio eminem diz em Guilty Conscience : “Be Smart, don’t be a retard” – “Seja esperto, não seja um retardado – , dê play em pelo menos metde dos vídeos aí embaixo pra você não ficar com cara de imbecil na frente do pc esperando carregar.)

Começamos com a clássica:

Without Me

Clássica, segundo sucesso do Em no Brasil, o atual recorde de zoação de celebridades por minuto, chegando a incrível número de 1 mol/min. Foi a música que me iniciou nesse mundo de perdição, vale realmente a pena ouvir, mas procure um clipe legendado.

Stan – ft Dido

Essa música é complicada de entender. Ela narra a história de um fã obcecado do Em, que escreve duas cartas e grava uma fita para ele sem, no entanto, obter respostas. A música cita várias coisas de seu segundo CD, The Slim Shady LP, pelo fato de ser um grande fã que a “escreve”. Eu mesmo tive que apelar pra wikipédia pra entende-la. Vale a pena perder um tempinho do seu dia pra tentar entender. Eu na verdade tenho medo se ficar igual ele e matar minha esposa um dia.

Guilty Conscience – Ft Dr. Dre

Originalmente essa música era um freestyle entre o Em e o Dre, produtor que descobriu Eminem após o mesmo ficar em segundo lugar no Rap Olympics,  e ajudou-o a dar rumo no seu cd que estava por vir: The Slim Shady LP. O interessante da música é justamente o formato não-comercial dela, ou seja, não tem refrão, não tem uma parte que se sobressai tem cara de freestyle (se nao sabe o que é procura no google).

Forgot about Dre – ft Dre

Essa música é uma participação do Em numa música do Dre, um single para o seu álbum “Still Dre”. Nela o alter ego “Slim Shady” está bem explícito (“Um dia eu estava andando, com meu walkman, pelo estacionamento quando eu peguei um garoto que me olhou torto,e o estrangulei ali mesmo, com seu Karl Kani”), e os fãs noiados e neuróticos, que gostam de música sobre danos cerebrais (como Brain Damage, do seu primeiro álbum) e motosseras. Pedida certa caso você queira realmente sair da mesmice.

Under the influence – ft D12

[Não tem clipe, se quiserem ver uma versão live achei essa aqui]

Música feita com sua banda, D12 (Dirty dozen, ou dúzia suja, um nome realmente criativo). A música em si não diz nada para ninguém, ou melhor, só fala besteira pra todo mundo, mas quando você lê a tradução você ri do começo ao fim, vale o tempo perdido.

How come – ft D12

Originalmente um single para i segundo álbum de estúdio do D12, o “D12 World”,  essa música é um tanto quanto enigmática. Fala sobre o distanciamento dos cantores e de outro alguém, que dizem ser o amigo do Em Royce Da 5’9″, fato que é negado pelo mesmo. O fato é que algo de proveitoso se tira dela, e também que esse fato proveitoso é diferente pra cada ouvinte, ou seja, a música não fala nada, mas dá pra você fingir que é inteligente falando sobre a mensagem dela pros seus amigos na mesa de um bar. Excelente pedida.

Shake that – ft Nate dogg

Existe um skit (faixa do álbum não-musical) do “The Marshall Matters LP” aonde o Steve Berman (se a wikipédia estiver certa, um de seus advogados) diz a ele : “Do you know why Dre’s record was so sucessful? He’s rappingabout big screen tv’s, blondes, 40’s and bitches. You’re rapping abouthomosexuals and vicodin… I can’t sell this shit.” (Você sabe porque o Rap do Dre faz tanto sucesso? Ele faz rap sobre Tv’s com telões, loiras e vadias. Você faz rap sobre homossexuais e vicodin – analgésico, que ele usava como droga -. Eu não posso vender essa merda). Essa Música é uma excessão a essa regra, pois fala exatamente sobre tais criaturas tão cultuadas pelo rappers, portanto ótima para quem curte realmente rap.

Lose Yourself

Obviamente eu não poderia deixar de citar essa música, que rendeu ao Eminem 2 Grammys, 4 indicações ao mesmo, 1 Oscar (melhor trilha sonora) e compões a trilha sonora de “8 Mile” Filme protagonizado pelo mesmo. A música fala sobre “se perder” (tradução do titulo) no mundo da música, e também sobre oportunidades para você deixar de ser um inútil e virar alguém na vida. Ouça com gosto.

Mockingbird

Pra mim essa música foi lançada no álbum errado. Em meio a um álbum onde ele rimava sobre drogas e psicose (Encore), lança uma música feita como um pedido de desculpas a filha dele, contraditório, não? A questão é que essa música é excelente pra colocar naquele ambiente onde é só você que gosta de rap.

Evil Deeds

Essa sim tá no álbum certo. Fala sobre a relação lascada dele com a mãe e a falta de relação fudida com o pai, além das constantes mudanças que ele fazia quando criançã. É impossível que você não tenha tido ao menos uma passagem fudida na infância que não faça você se identificar com essa música.

Insane

(nao tinha ela sozinha, então peguei essa que ela tá combada com hello)

Mais uma música para loucos apreciadores de motosserras e danos cerebrais, fala sobre sua infância lascada e sua relação fudida com a família. É mais uma daquelas músicas mais Slim Shady e menos Eminem, onde a maravilha e insana loucura nos é praticamente cuspida e nós a engolimos com todo prazer.

Beaultiful

Perceba que essa música é diferente de todas as outras que aqui temos. Nela ele mostra que está tentando virar gente e bota pra fora todos os seus problemas. E nós viramos os seus analistas e espectadores, além de vermos que somos uns merdas também. Ela expressa bem a personalidade dele no novo álbum. antes ele tingia o abelo de louro e rimava sobre dorgas, agora usa cabelo castanho natural e fala sobre enfrentamentto de problemas. Excelente pedida.

Careful what you wish for

(não tem vídeo dessa música nem live nem clipe, então ouça ela no terra)

Essa música, assim como os dois ulimos albuns do Em, esquece um pouco das motosseras e fala mais sobre a vida em si. Tá, eu sei que isso tá meio gay, mas de vez em qaundo é bom ouvir menos motosserras e mais coisas verossímeis. Ela fala sobre os males da fama e mostra que nem sempre ser famoso é aquilo que a gente pensa. O que não muda o meu objetivo de vida de ser famoso e casar com uma loira sueca supermodelo ninfomaníaca bissexual

Crack a bottle – ft 50 Cent e Dr Dre

Uma música bem no estilo “Don’t give a fuck” (não se importe), essa música vale a pena ser ouvida por simplesmente dizer tudo não dizendo nada. E nada vou dizer eu, esperarei que você tire suas próprias conclusões.

Love the way you lie – ft Rihanna

Megasucesso atual do rapper com a cantora (que por sinal estraga a música ao vivo), seu clipe com mais de 80 milhões de acessos até o presente momento (24 só na primeira semana), a música fala sobre uma relação, e como já é de praxe, extremamente fudida. Me identifiquei muito com a música, um dia explico porque. acho que qualquer um que tenha tido um relacionamento com pessoas do sexo oposto também.

É, esqueci que esse blog é acessado apenas por nerds antissociais pleonásticos…

E por ultimo, mas não menos importante:

No love – ft Lil’ Wayne

Acho que é a única música que o Lil’ Wayne rfaz alguma rima que preste. Juntos, os dois falam sobre a crítica e o “Game” (hip hop). O interessante das músicas são os inúmeros “Punchlines”, versos que fazer o uso de duplos sentidos ou jogo de sons e palavras para formar algo inusitado. Essa é uma das músicas que eu gosto de usar como exemplo para falar porque eminem é bom como compositor, porque o modo como ele organiza suas rimas  aqui e em todas as suas músicas pode ser comparado com poesia (não sou só eu que digo isso ok?), mesmo que por vezes não diga nad com nexo.

Bom, ese é o fim da lista, caso ache que alguma coisa foi esquecida pode dizer, eu não mordo (a menos que vc seja do sexo feminino, boa e peça com carinho). E caso você chegou até aqui e não teve vontade de deletar todos os seus rocks coloridos e os emos que você guarda com você, sinceramente corte seus pulsos.

E que Nimb role bons dados para você!

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