Crise de final de ano

Cês devem ter notado que eu ultimamente larguei o blog meio de lado. Ou que eu quase abandonei ele e segui minha vidinha pacata e tranquila de interior baiano, mas aí você se engana. Me ausentei por motivos de saúde, sofria de “crise de final de ano”.

Todos que estudam ou tem empregos que seguem um cronograma anual sabem que o final desse ciclo é o ponto alto, o cume, onde todas as atividades executadas, não executadas e até inexistentes precisam ser entregues, apresentadas, ou seja lá o que for. A questão é que esse acúmulo de tarefas causa graves transtornos ao ser humano que sofre dessa horrível síndrome.

De início temos uma “zumbificação” da aparência. A pele começa a ficar oleosa demais, semelhante a uma frigideira de fast food, para depois ficar seca ao extremo, devido a falta de tempo para qualquer atividadede cuidado estético. Então vem os olhos fundos e roxos, provenientes das olheiras, que por sua vez são provenientes da falta de sono, afinal não é dormindo que se executam as tarefas. Por fim temos a falta de força muscular, que faz com que as pálbebras estejam sempre semi-cerradas, o pescoço fique pendendo para algum lado e os braços sejam levantados com dificuldade.

Em conjunto com a zumbificação, temos a supervalorização do sono. Apenas com a síndrome de final de ano você aprende a valorizar o sono, e começa a ver todo lugar como uma boa cama. Então faz o que todos faria se vissem a importância que tem o sono: dorme em todo lugar. Não é incomum ver os portadores dessa síndrome “pescando”, ou seja, com a cabeça descendo subitamente por um ataque de sono, ou então encostado dormindo nos lugares mais improváveis, como na cadeira da cantina, na mesa da cantina ou até no fogão da cantina, não importa, de pra se encostar, deu pra dormir; deu pra dormir tá bom demais.

Depois do aparecimento desses sintomas, começa a pressa súbita. Na cabeça dos portadores dessa síndrome as distâncias aumentam exponencialmente (tudo é longe demais), e o tempo diminui na mesma proporção. Os passos da pessoa se aceleram até parecerem sobre-humanos, como o mércurio (Hg, eu no caso) do X-men, e ela começa a ter paranóias sobre o tempo, acha que nada vai dar tempo, a não ser o fim do mundo, que virá na próxima semana.

Ao atingir o nível mais crítico da síndrome , temos a queda de cabelos, ou calvície. O indivíduo já está tão perturbado pela síndrome, sua cabeça já foi tão mexida e seus neurônios tão confusos que o indivíduo perde ligação nervosa da ponta dos cabelos com o sistema nervoso, e seus braços ganham grande vigor, que infelizmente é mal utilizado, servindo apenas para arrancar os cablos para atenuar a loucura.

Após a síndrome ter consumido todo o ser humano, resta a ele apenas a completa loucura e demência, até ele ter algum descanso e férias, para depois a merda toda voltar, ior e mais séria.

Mas porque tão séria?

Bom, infelizmente a única cura para essa síndrome é deixar de estudar ou entrar em um emprego que não siga um cronograma anual, e que dependa menos do fim do anoq ue qualquer coisa.

Ou ainda o suicídio, que é sempre solução para todos os seus problemas.

E que Nimb role bons dados para vocês !

P.S.:O ano letivo acabou, portanto não precisam chorar, eu volto com a frequência normal de posts.

Um comentário sobre “Crise de final de ano

  1. Pingback: A tendência à preguiça das férias « Class Jokers

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