Você já abriu um chamado?

AAAAHAAAA! Pensaram que titio Curinga Higór morreu? Claro que não. Só fui acometido de um estado de exrema procrastinação regressiva inoxidável de grau 6, termo este utilizado por mim, inventado neste momento, e que não significa absolutamente nada. Tá, deixando as idiotices de lado, presumo que você que lê e que me conhece e que sabe que tem, pasmem, quase QUATRO meses que eu não posto nada, tanto tempo que o wordpress DESmemorizou minha senha, eu demorei alguns segundos até lembrar a senha do blog, 33 mineiros ficaram presos numa mina, o Complexo do Alemão foi invadido, e já deu tempo de quase outra Dercy Gonçalves nascer e morrer denovo. Ou seja, você deseja que eu fale algo que vá te tirar do tédio por alguns instantes, enquanto seu chefe sai pra tomar um café.

Se bem que, estamos na véspera de natal, então, não tem ninguém trabalhando. É, pode parar de ler se quiser.

Perceba que eu também preciso renovar minhas piadas, então, vá perdoando aí.

Antes de mais nada, gostaria de começar falando do que tenho feito.

er…

Bem, agora que você já sabe de tudo da minha vida, vamos ao tema principal:

Estágio \o/

Depois de 450 dias letivos, vivendo 36 horas por dia em função do Instituto Federal de Educação, Ciência, Tecnologia e escravidão educacional mascarada, chegamos então a mais um fim de ano, porque, nem tudo na vida são flores.

(Meu pai chama carinhosamente os eventuais toletes de cachorros encontrados na rua de “flores”. Agora releia a frase anterior.)

Provas, trabalhos, provas denovo, mais provas, alguns outros trabalhos, juntamente com as atividades estagnárias de estágio, completam a receita de destuição de neurônios humanos, que rende 500 porções (número de alunos do colégio), e custa alguns milhares de reais ao orçamento da união. Acrescente sal à gosto.

Você que já lê esse blog a algum tempo, já deve ter visto o AgaGê falando sobre o estágio dele – deve tá por aí perdido no blog, não vou botar link não, pesquisa aê, preguiçoso. Mas, assim como ele, eu e boa parte do colégio estamos sofrendo/sofreremos com este mal desnecessário, tão bom para a vida de uma pessoa quanto um suco de Urânio.

O meu estágio, apesar de ser estágio, não é tão ruim assim. Tirando o fato de a culpa de tudo ser minha, mesmo eu não tendo nem iniciado o expediente as vezes, ou o de ser quem sobra pra fazer as piores atividades – como ir na biblioteca, por exemplo – eu aprendo bastante coisa.

Tenho quatro chefes, dentre estes uma mulher. Todos religiosos ativos, e todos gente-fina. Tem também o Zezinho, ex-membro deste blog, no tempo em que ele ainda era trabalho de português.

A sala é algo parecido com isso:

-n

Meu papel é, em teoria, trabalhar com montagem e manutenção de computadores, redes, do site, atender aos chamados do Hekpdesk – pra quem não sabe, um sisteminha em que a pior classe existente na informática (o usuário) clama desesperadamente por ajuda em problemas como impressoras que não imprimem por não estarem ligadas, monitores que não ligam e que, com o simples aparecimento do técnico, voltam a funcionar, sem mencionar os demais 672 mil casos de problemas com BIOS e USB.

Aliás, esse tal de Usuário é a pior coisa existente no ramo da informática. Não sei porque inventaram isso. Só não perde pra o Windows Vista.

Ultimamente porém, o chefe me botou pra programar em php, o que significa passar o tempo de expediente mergulhado em linhas e mais linhas de códigos, na maioria das vezes procurando erros. É algo semelhante a catar feijões, só que imagine que os feijões ruins estão quase idênticos aos normais, diferenciando-se, sei lá, pelo peso.

Outro dia mesmo eu perdi uma tarde inteira de serviço por causa de um “=” a mais na linha. Eu quase fiquei verde, só de cueca roxa e saí quebrando helicópteros militares de tanta raiva.

Sem falar que eu fico bem embaixo de um ar-condicionado de uns 3 milhões de Btus, que fica ligado na temperatura “Zero absoluto”, o que me permite passar o resto do dia com a gostosa sensação da LER, e me faz pensar se algum dia eu ainda vou voltar a tocar violão/bateria.

As tarefas que eu fazia – e ainda eventualmente faço, quando zezinho não está ou não pode ir – é que são as mais divertidas. Variam desde a recarga de cartucho, que deixam meus dedos com características de artista de rua – aliás, é algo impressionante: os cartuchos deveriam vir lacrados, mas SEMPRE tem um furinho, um lugarzinho por onde vaza tinta, e ae, já viu né – até… recarga de cartucho.

Tá, eu conserto uns PCs, as vezes vou dar suporte aos Usuários Super Burros, ajudando-os a digitar a senha pra conectar o e-mail, ou reconectando o cabo do monitor que tava folgado, ou ainda fazendo o favor de apertar o botão “Ligar” da impressora pra que ela imprima.

No fim das contas, meu estágio me reporta bastante ao The IT Crowd. Não só pelos “grandes problemas” que os técnicos enfrentam, mas pelo fato de nós lá também termos nossa própria linguagem. Ao invés de “Have you tried to turn it off and on again?” é “Você já abriu um chamado?“.

Ou seja, problemas com PCs são que nem famílias: só mudam de endereço.

Esse post tá um cocô, eu sei, mas vou me esforçar nos próximos. Vejo que, assim como no começo do blog, por estar desacostumado a escrever, estou novamente me desenvolvendo, então, se vocês tiverem um pouco de paciência, agradeço.

Não vou abandoná-los novamente, I promise.

HIGÓR agradece o seu desperdicio de tempo, tenha um bom dia. [Edit by Jefferson]

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