Mulheres e manias

Existem várias coisas na vida em que eu possuo conhecimento para falar sobre aqui no blog. Na verdade algumas. Poucas, na verdade. Tá, umas duas ou três. Dentre essas, moda e comportamentos por exemplo, são uma das quais eu não sei falar. Mas, como tudo aqui neste sítio eletrônico, darei meu parecer a respeito com o velho toque de sempre.

Ultimamente, tenho, juntamente com meu pai, notado alguns comportamentos padrão nas fêmeas humanas, no que diz respeito ao vestuário e a toda a dinâmica dos eventos sociais que temos ido neste fim-de-2010/início-de-2011.

Percebam que tais eventos são de tamanho interesse para dois seres tão sociáveis quanto eu e meu pai, que não nos resta outra alternativa, enquanto sentados à mesa ou no caminho para tais eventos a não ser observar o comportamento feminino, o que nos rende boas risadas dos absurdos relacionados.

Assim, pensei em algumas verdades do mundo feminino, que valem à pena serem mostradas. Algumas delas, não são nem percebidas por elas mesmas, mas apenas dois observadores completamente desinteressados no contexto da festa/reunião/evento qualquer, que possuem o único desejo no instante proposto de: 1) ir para casa, 2) tirar os sapatos, 3) deitar no sofá, 4) assistir TV até dar sono e ir pra a cama, bem como meu pai e eu, seriam capazes de perceber.

Qualquer um percebe, se quiser, na verdade. O fato é que a maioria das pessoas geralmente está entretida nestas festas.

A primeira premissa desta análise, consiste na afirmação:

Mulheres não se arrumam pra homens, mas pra elas mesmas.

Uma das máximas do meu pai, que expressa e engloba praticamente tudo o que ocorre no contexto de uma festa. O motivo? O simples fato de que homens não param para observar a cor linda do vestido da Daniela, ou as bordas do feixe do brinco da Suzana, ou ainda o detalhe na sola do sapato da Bruna. Se eles não notam, porque arrumar-se para eles? Deste modo, as mulheres arrumam-se esperando o reconhecimento das próprias amigas, pois são quem notam até mesmo os detalhes em escala beard-second das vestimentas de outras.

No último casamento que nós fomos, eu estive reparando na conversa de minha mãe com minha prima. A última, reclamava que não queria usar o mesmo vestido do ano novo no casamento – o que, claro, é um ABSURDO TREMENDO repetir roupas assim. Eu não me lembro nem o que EU tava usando no ano novo, aliás, eu não lembro o que tava usando no último domingo quando fui à igreja, sem exagero. O interessante é que minha mãe ainda perguntou pra outra prima minha se ela lembrava, e, óbvio, ela lembrava qual era o vestido que a primeira lá tava usando.

O fato é que, no caso de um casamento como o que participei, por exemplo, mulheres vão com o único objetivo de ver o vestido da noiva e como as outras mulheres do grupo social estão trajadas, observar os detalhes da decoração e notar possíveis imperfeições em roupas, mas MENOS pra ver o pessoal casando. Ou seja, já que estão ali, elas APROVEITAM e vêem o que tá acontecendo.

Nota: mais tarde, no dia do casamento, perguntei se ela se lembrava qual era o vestido de uma mulher aleatória lá do casamento. Ela, por incrível que pareça, disse que não se lembrava especificamente daquela, mas disse que lembrava que era feio.

Entre Conforto e Beleza, prefira sempre Beleza

Pensando sobre esta análise, este tópico é o que possui o maior número de exemplos. Uma prima minha, por exemplo, com medo de que a barriga aumentasse e deformasse o vestido, foi para a festa de casamento que participamos recentemente sem comer, proibindo a irmã de fazer o mesmo para que ela não sofresse do mesmo “mal”.

Outro clássico exemplo é o do salto alto, algo que pra mim, depois da empalação e do método do Mahone enfiando pequenas agulhas nas pontas dos dedos das mãos do assassino de seu filho em Prison Break, e impedindo que ele desmaiasse proferindo-lhe choques elétricos, é a maior tortura já inventada. Além da perda de equilíbrio em superfícies acidentadas como os paralelepípedos da rua, a constante tensão por estar sob algo tão fino que pode quebrar-se a qualquer momento ou entrar em algum buraco, fazendo-lhe torcer/quebrar o pé, o que pode causar uma queda, arruinando todo o resto da arrumação, na melhor das hipóteses e na pior, causando traumatismo craniano devido o impacto da queda no meio-fio, sem mencionar o total desconforto do membro pisante, que causa arrepios a cada passada da moça, e faz do salto alto algo que ela quer tirar desde o momento de antes de seu calçamento.

Fora o fato de que no caso de uma emergência, a adorável garota não pode correr, a não ser que remova a prótese de altura, o que daria tempo suficiente para que a emergência em questão chegasse até ela, causando uma infinidade de danos físicos possíveis. Porém, se isso a deixa bonita, por que não aguentar SÓ isso por algumas horinhas?

Filmes e séries não possuem enredo, possuem atores bonitos

Por várias vezes já peguei algumas conversas de amigas minhas no colégio relacionadas a seriados em alta no momento (Supernatural liderando o rank), e também a filmes. O que acho interessante é que enquanto homens discutem acerca de como o enredo ia bem e no fim ficou ruim, ou como o personagem X armou um plano super inteligente pra escapar, mulheres discutem suas preferências em relação aos atores. Em outras palavras, enquanto um homem diz “vou ao cinema ver aquele filme porque ele parece ter uma história boa ou ter boas cenas de ação“, a mulher diz “vamos ver o novo filme do Tom Cruise porque dizem que ele está muito gato, e não importa se ele aparece fazendo uma discussão filosófica com uma pedra, durante 3 horas, ou se simplesmente fica estático por duas horas e meia durante todo o filme olhando para a frente, o que não são coisas muito diferentes“.

E por fim, “Machismo é bom quando é conveniente

Fato. Elas vivem dizendo que é algo rude, primitivo, mas, quando é conveniente e pode trazer alguma vantagem, recorrem ao agora macho alfa. Afinal, na hora de chegar em alguma garota em uma festa, nós temos que ser MACHOS, temos que invocar das profundezas do ser a força dos ancestrais Lampião e Jeremias, e tomarmos a atitude. Quando é pra pagar a conta, claro, Goku nos dê a força do ki da masculinidade para que a paguemos. Ou seja, na hora de lascarmo-nos em benefício delas, não há o mínimo problema em ser machista, não é?

Assim povo, finalizo minha humilde e amadora análise sobre o comportamento das mulheres, mostrando algumas verdades com as quais convivemos, mas que algumas vezes passam despercebidas – ou, no meu caso, percebidas pelo tédio em certas ocasiões, err.

Humpf, quem vê assim até acha que eu entendo do assunto, tsc, tsc…

3 comentários sobre “Mulheres e manias

  1. Muito foda.
    Mas lendo isso, e vendo a verdade óbvia nisso tudo, me pergunto se tenho algum problema… Não sou exatamente assim… xD Minhas irmãs, sim. E daí eu me sinto a irmã estranha no meio delas, rs

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