Ano vai, ano vem

Meu último ano.

Oh meu Deus, esse é meu ultimo ano!

Nem parece que faz 3 anos que eu cheguei no ensino médio, despedaçado emocionalmente por decepções amorosas, e recém-introduzido na filosofia “Don’t give a fuck”. Num dia 14 de janeiro, totalmente sob protestos, para um lugar sem ar-condicionado, lá estava eu, enfezado com a vida. Mas mal sabia eu que seria a melhor época da minha vida (óbvio que até agora).

Mas quem vive de passado é museu e Flamenguista, então o que nos interessa mesmo é o futuro e o presente.

Começo de ano foi uma farra, farra que só conhece quem faz ou já fez faculdade ou CEFET. É óbvio que estamos falando de calourada, coisa que eu já descrevi no post anterior. O que essa primeira semana de calourada fudeu mesmo foi a segunda semana de aula, vou explicar o porquê (e esse é o único Porquê que eu sei usar corretamente numa frase).

Algumas pessoas (minha cara ex-professora de história principalmente) costumam me chamar pela alcunha de “popular”, pelo fato de eu estar sempre envolvido em atividades públicas dentro do colégio. E eu costumo mandar essas mesmas pessoas se foderem (com excessão da minh ex-professora de história, óbvio), porque popular é um termo gay cunhado pelos filmes americanos, e  além do quê, nerds não são populares, preciso manter-me dentor desse estereótipo a qualquer custo.

Então, para quem está até o talo envolvido com atividades públicas, participar do trote não é nada estranho, nem mesmo coordená-lo. E como voês já sabem, foi o que eu fiz. O que eu não esperava (quero dizer, não só esperava como também tinha como objetivo) era que eu me tornasse conhecido não só entre os veteranos, mas também entre os (mais especificamente AS) calouras. Só que o efeito foi maior do que qualquer estimativa.

Em resumo: um monte de gente que eu nem conheço fala comigo como se eu tivesse a obrigação de lembrar dela (“Oi, lembra de mim? Sou a caloura que você fez pagar mico la no auditorio”, “Minha filha, tinha umas 50 calouras la em cima, e eu fiz todas pagarem mico”). Por um lado isso pode ser ruim, mas por outro excelente, vide um conselho muito importante aprendido na sessão da tarde:

“Puxar conversa é meio caminho andado”

Os perspicazes já entenderam, os burros fiquem tentando entender enquanto eu continuo o texto.

E com esse efeito, vem também o fato de que estou (ou estamos, porque existem outros individuos nessa empreitada comigo) influenciando os mais jovens a um terrível vício: Matar aula. Na primeira seman era difícil ver um calouro fora de sala no meio das aulas, agora depois que eles viram como a banda toca por aqui (e dessa banda eu  sou o vocalista) é possível formar turmas de calouros com aqueles que ficam na cantina matando aula conosco.

Bom, pode parecer que meu início de ano é um mar de rosas, e que eu estudo no monte Olimpo, mas não é. Eu fiz tudo o que eu fiz no trote motivado em grande parte pelo fato desse ser meu último ano nessa merda de lugar, e eu ter que termina-lo com estilo, e é por isso que o ano torna-se uma merda: ele é o último.

Minha vida se resume àquele colégio, eu passo mais tempo lá que passo em casa. Ajudei a construir aquela merda, fiz de tudo um pouco ali dentro (com excessão de experiências homossexuais nem uso de dorgas), e fiz de tudo um pouco fora com o povo dali de dentro (mesmas ressalvas). Nunca pensei que fosse dizer isso, mas queria ter mais aula só pra poder matar.

E fora que é ano de vestibular, e eu já comecei a estudar (junto com minhas fiéis companheiras), o que deixa minhas tardes mais consumidas que maconha em mão de reggaero. E como minha vida é minha vida, ela só tende a piorar, os estudos a se intensificar e meu estado clínico a se agravar. Em suma, no cu eu vou tomar.

Bom, é isso que o começo do ano tinha reservado pra mim, o lance agora é esperar o carnaval pra ter um último suspiro antes de mergulhar de cabeça no amr de lama que é o vestibular.

E que Nimb role bons dados pra mim! (Vocês que se fodam)

Digaê

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