I would to did more shit than people said that I shouldn’t

No carnaval a internet pipoca de gente dizendo que odeia carnaval. Os principais argumentos são “Lá só tem gente suada”, “Lá só tem gente bêbada”, “lá só tem gente suada e bêbada”. Mas, o que podemos dizer dessas pessoas? Ora essa, são nerds…

Não que eu tenha nada contra nerds, mas não entra na minha cabeça o fato de que alguém prefere ficar no computadora sair pra encontrar pessoas na rua. Uma coisa é falta de opção costumeira do ano, mas no carnaval você só precisa de você mesmo pra fazer uma festa (e talvez um pouco de alcool, mas isso são outros 500).

Pra mim, quando Durval Lelys aparece no palco cantando “Simbora, ê, Simbora Ô, lê lê lê lê ô!”, quando Bel Marques sobe no trio e canta “Se você é chicleteiro, deus te abençoa, se você não é, deus te perdoa” ou quando Tomate grita “Eu te amo” e a platéia completa: “PORRA!”, qualquer pessoa usando um oculos, vestindo um colete, com sapato de couro num raio de dois quilômetro tem a misteriosa vontade de tirar a camisa, trocar o tênis por um chinelo, mostrar os músculos e passar uma cantada barata na primeira mina bonita que vir. Em suma, carnaval é uma maravilha.

Para minha infelicidade, carnaval na bahia antes da quarta feira de cinzas é em Salvador, e como os donos dos blocos já perceberam, a gente fica na merda. Quase que literalmente, porque o lugar onde o carnaval ola sofre um pouco com a falta de limpeza pública, mas ninguém liga.

Nesa época, as pessoas vão pra rua e não estão nem aí com nada, e simplismente bebem tequila/cerveja/cachaça até ficarem tão doidas que se esquecem que aquilo é carnaval, ou ignoram esse fato mesmo estando sóbrias. Mas isso de forma gradual, primeiro dançando como se estivesse sozinha em casa na frente do espelho, depois tirando a blusa e ignorando os ossos à mostra ou aquela gordurinha localizada, passando por cantadas totalmente toscas em moças igualmente toscas(“Moça, me ajuda por favor. Não peguei ninguém ainda, preciso só de um beijo seu pra acabar com esse problema”) para culminar numa invasão cinematográfica ao bloco, ignorando o fato que o abadá é rosa e sua camiseta é preta.

Óbvio que eu nao dou essa sorte

Isso porque não choveu. Quer dizer, chover ou não a diferença é mínima, afinal, no carnaval ninguém liga pra essas coisas mesmo, se São Pedro quiser molhar, que molhe, pneumonia é secundário, o lance é curtir a música tocando lá em cima.

Óbvio que isso se refere ao periodo anterior à quarta feira de cinzas, porque como foi muito bem sacado pelos organizadores dos eventos aqui, não dá pra competir com Salvador, mas nós podemos adiar o carnaval pra fazer a putaria rolar solta por uma semana, e foi o que fizeram.

Assim, quando todo mundo tá se despedindo do carnaval e voltando à seus empregos, estamos aqui nos preparando pro carnaval de peso, com atrações decentes. E todos nós seguimos felizes.

Ao chegar, raramente alguém não para nas barraquinhas de bebidas, que vendem tequila misturada com urina de gato, vodka misturada com tampa azul (alcool etilico hidratado 92%) e cerveja… Bem, cerveja brasileira não precisa misturar com nada pra ser ruim.

Isso poderia ser ruim, mas isso barateia o custo da bebida, faz com que seja plausível tomar 4 tequilas e meio litro de vodka + energético (que ninguém faz questão de comprar red bull, e acaba sendo Mad Dog mesmo) e faz com que todo mundo já entre trocando as pernas, ou como dizemos por aqui: “no grau”. Os caras entram à lá Van Damme e as meninas entram à lá atriz pornô. E todo mundo entra mais feliz que viciado em plantação.

Quer dizer, os que entram de primeira, os que cuidaram de

Chegando lá, todo mundo vê uma coisa só: um trio e uma multidão, e é nessa hora que a matemática falha. Nessas horas as pessoas se deselitizam, digo, todo mundo que não é fresco ao extremo e não paga camarote , e todo mundo vira uma massa disforme de braços, suvacos e troncos, onde a voz do cantor é a palavra final: “Todo mundo pro lado de cá, todo mundo pro lado de lá”, “Joga a mão pra cima e vai!”, “Vamo pular debaixo da roda do trio!” são as mais comuns de se ouvir, embora eu ja tenhoa ouvido umas bem esdrúxulas.

Aí então a noite é incerta. Tavelz as pessoas bebam mais, talvez nao aguentem a bebida de fora e entrem em coma alcoolico, talvez saiam pra passar cantadas toscas em mulheres toscas, ou nem mesmo pasar cantada, simplesmente agarrar e beijar, como é de feitio de foliões. Talvez as pessoas simplesmente continuem na massa disforme pulando, afinal axé pode até ser ruim, mas não existe ser humano que fique parado do lado de um trio elétrico, ou talvez as pessoas façam tudo isso junto, ao mesmo tempo, numa perna só. No carnaval fazemos coisas que normalmente não conseguimos fazer mesmo…

E é assim, que gente de verdade faz no carnaval. Em minha humilde opinião, todos tem que passar por essa experiência, independente de gostar ou não de axé, gostar ou não de muvuca, gostar ou nao do coaxar anuro, ou sejá lá qual for o gosto. Tem que passar por essa experiência porque é carnaval, e todo mundo merece.

E se você não quiser passar, deus te perdoa…

E que Nimb role bons dados para você!

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