A casa caiu

Pelo número de comentários dos últimos posts, ninguém tá nem aí pra quando acontece algo heróico comigo, povo quer mais é que eu me foda mesmo, então essa história é exatamente pra esse tipo de pessoa.

A frase ideal pra começar essa história é: ” As pessoas sortudas nasceram com o cu virado pra lua, eu nasci com a lua enfiada no cu”.

Como a maioria aqui deve saber, esse é meu último ano de ensino médio. Nos filmes americanos, essa é a época de fazer coisas doidas, ter uma festa por semana  e beber até cair em todas, e óbvio, perder a virgindade. Mas como murphy me detesta, eu nasci no Brasil, então último ano de ensino médio é pros imbecis se matarem de estudar pra ter a falaciosa sensação de que estão encaminhados na vida.

Então, seria de se imaginar que eu, como ser humano de classe média, entrasse num cursinho preparatório mais ou menos, pra me ajudar a tal, mas como Nimb não rola bons dados para mim, eu não nasci em São Paulo, nem no Rio, muito menos em Salvador, eu nasci nessa merda de lugar chamado Porto Seguro, e não tem um cursinho que preste nesse lugar, e só nos resta estudar com o que  colégio nos fornece.

Mas, eu simplesmente não sou aquilo que pode se chamar de “cara de sorte”, muito pelo contrário, se tivesse competição de azar no mundo eu seria vice-campeão (porque, pode acreditar, conheci um cara mais fudido que eu, mas isso é assunto pra outro post). Então, eu tive que estudar em colégio federal, e colégio federal quer mais é que você se foda pra lá e relação ao seu futuro e não encha o saco deles. Ou seja, teria que me virar pra estudar.

Então, como eu sei da minha sorte, resolvi apelar pra diplomacia. Juntei um grupinho de amigas (porque com mulher é mais fácil pedir as coisas, visto que elas tem os grandes facilitadores universais das relações humanas) e fomos pedir para que os professores nos oferecessem auxílio extra-classe, visto que esse ano nem mesmo temos as disciplinas propedêuticas. Já falei do meu azar pra vocês? Pois é, ele novamente deu as caras, e dessa vez o que ele fez? Simplesmente fez com que nossa querida presidenta Dilma, cortasse 50 bilhões dos orçamentos nacionais, e com isso, cancelasse grande parte dos concursos públicos, o que significa que a ampliação do colégio, e adição de dois novos cursos fez com que nossos queridos professores ficassem com carga máxima, isto é, 20 horas aula semanais, invibilizando nosso sonho de algo próximo a um cursinho.

Aí, o que fazemos? Qualquer pessoa se sentiria mal, desmotivada, mas nós somos os Joseph Climber da vida real, então arregaçamos as mangas, pegamos os livros na biblioteca e fomos estudar por conta própria, achando que esse era o fundo do poço e nada pior podia nos acontecer. Mas é de mim que falamos.

Durante o feriado de carnaval, enquanto eu ficava triloco, e chovia cântaros (como já dito aqui), realizando uma antiga profecia: “São as aguas de março, fechando o verão…”, o teto da biblioteca caiu! Sim, com 28173981273981723 bibliotecas no mundo, tem que cair logo a do meu colégio, e justo no ano de vestibular.

Mas como eu sou chato, mas muito chato mesmo, não desisti nem parei de estudar, procurei a assistente de alunos, usei todo o meu charme e sedução pra descolar os livros didáticos, pelo menos do pessoal do primeiro ano, pra suprir a necessidade momentânea, até as coisas se restaurarem. Mas aí, o que acontece? O livro do primeiro ano é tão ruim, mas tão ruim, que se tornou insustentável usá-lo para estudar. Pra vocês terem uma idéia, o livro cita apenas os modelos atômicos até o de Bohr, e só cita um dos números quânticos (google WIN), coisa que qualquer aluno de primeiro ano sabe que tá incompleto.

Então, o que farei agora? Apelar pra internet, óbvio. A questão agora não é lugar pra fugir, mas não ter internet. Com a chuva, veio a tempestade elétrica, com a tempestade elétrica, veio o desligamento do servidor. Só que com a bonança, não veio o religamento do servidor.

E cá estou eu, num notebook emprestado, numa internet vivo que já passou do limite de download, escrevendo isso, rindo pra não chorar. Uma grande pena que se eu gritar “Oh, e agora quem poderá me ajudar?”, não aparecerá o Chapolin Colorado, e muito menos ele virá com um livro decente de química.

(Ia botar uma imagem qualquer do chapolin aqui, mas como minha sorte é tremenda, o internet explorer não tem o botãozinho de “exibir imagem” do firefox, e eu não to com saco pra caçar como eu vo fazer isso.)

E que Nmb role melhores dados para vocês do que os que ele está rolando pra mim!

4 comentários sobre “A casa caiu

  1. porra agagÊ!! mas tu é fudido mermo cara!! nosso ifba é foda mesmo kra!! vou curtindo enquanto estou no 3º ano! hehe (sorrizinho… POSE’)

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  2. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK’ ok, nunca pensei que vc fosse tãaaao azarado ! kkkkkkkkkkkkkkkkk’ alimentando o meu lado obscuro do cérebro com a sua falta de sorte. HEHEHEHEHE.

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  3. Pingback: Ninguém morre virgem « Class Jokers

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