Back in black, dudes. And dudettes.

Pois é né, deu vontade de escrever.


Antes de qualquer coisa, quero que saibam que o último texto que escrevi, foi uma redação pra a UESC. Antes disso, uma redação pra a UFBA. Antes disso, a do ENEM. Antes disso, foi o último texto que fiz aqui pro CJ, então, vão perdoando os erros de português e a iminente chatisse do texto.

Depois de décadas de estudo no IFBA, finalmente a bagaça resolve liberar a gente. Não foram décadas, mas aconteceu tanta coisa, que os nossos cérebros foram quase convencidos de que foram. De qualquer forma, finalmente eu não tenho mais desculpa pra não postar mais, afinal o espírito vagabundístico, ao menos por um mês, vai tomar conta de minha pessoa. Algo que, a princípio, até incomoda, já que estudando em um colégio como aquele (ou fingindo que estudava) e tendo que estudar pra vestibular (o que realmente tomava o tempo), mais a tensão de uma possível não aprovação no vestibular e, por consequência, a possibilidade de ter que repetir todo o processo de enfiar livros no cérebro por osmose e/ou trabalhar num serviço pouco remunerado para ocupar o tempo e ajudar a por farinha na mesa, meio que causam certa pressão na cabeça do indivíduo.

Desabafos à parte, vou contar a minha versão de como não se matricular no vestibular.

Não sei o que o AgaGê disse na dele, porque eu não li, então vou meio que escrever às cegas aqui.

Pois bem, tudo começou com aquela velha historinha de greve e tal, de neguin querendo lutar pela educação, pela melhoria da qualidade de ensino e de vida dos militantes, e daí nossas aulas atrasaram, e daí não tínhamos documentos pra fazer matrícula e num sei o quê, e toda aquela história que vocês já devem conhecer. Próximo tópico.

Mesmo assim, por um milagre do Senhor, deu certo, e as pessoas na universidade onde vou estudar devem ter ganhado aumento de salário, o que as causou bom humor e, por consequência devem ter pensado “deixa o baiano vir estudar, coitado, já não teve oportunidade na vida, lá onde ele mora nem rua calçada deve ter…”. E disseram que me deixaram fazer a matrícula.

Depois disso, foi um tal de arrumar coisa pra ir pra a Cheeseland – o que pra mim foi uma experiência totalmente nova, afinal, o lugar mais longe de Eunápolis (onde eu nasci lvl 1) pro qual eu já fui era Salvador. Nunca tinha saído da Bahia.

Daí foram as 26 horas de viagem (pouco menos que o AgaGê), que apesar de não ter uma tia falando de como é boa a vida no Amazonas, tinha um bando de criança gritando, tecendo incoerências brincando com os pais, e os mesmos achando que tavam sozinhos no busão.

(Aliás, uma dessas crianças até ficou de pé na cadeira olhando pra mim, querendo puxar brincadeira. Fiz uma coisa que aprendi no 9GAG: encarei a menina com a minha tradicional cara de mólho de fato, de “vou arrancar seus olhos e fazer você comê-los se não parar de olhar”. O sorriso do rosto desapareceu na hora. É claro que eu desfiz a cara antes que o pai olhasse)

Além disso, tem aquele filme massa que fica passando na TV do ônibus umas 6.10²³ vezes durante a viagem, cujo audio pode ser aprecidado em fones de ouvido da qualidade que se espera de um fone de R$1,99. Classe média sofre, mesmo viu.

O fato é que, de ônibus barulhento e de fone ruim ou de jegue, eu ia do mesmo jeito fazer a bendita matrícula. Só de pensar em fazer ENEM denovo, de enfrentar 450 questões denovo, de fazer outra redação, de correr o risco de quebrar o pescoço com o peso da cabeça – considerando-se o tamanho da minha cabeça – , de ter que esperar qual presepada o ministério público do Ceará iria fazer, de ter certeza que o paralelepípedo rodava 120º e depois cancelarem a questão, me bateu um ânimo de Hobbit, que até andando eu ia destruir o anel entregar os documentos de matrícula.

No fim das contas, deu tudo certo – ou ao menos parece que vai dar. Eles aceitaram uma papelada dizendo que to concluindo o ensino médio e que quando eu terminar, vou dar as bagaça original pra eles.

Sou um gênio, veja só. Entrei na faculdade sem concluir o ensino médio.

E outra coisa boa: Carlinha passou na mesma universidade que eu. Logo, por serem ambos em cursos de TI, vou poder vender o telefone dela e não complementar a minha reda.

Agora só resta esperar, curtir o tempo de ociosidade que me resta e, brace yourselves, college is coming!

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