O efeito bazzinga

Já perceberam como o mundo hoje tá cheio de “nerds” ? Basta o sujeito assistir duas temporadas de ‘The Big Bang Theory’, ver os dois últimos filmes do Batman, curtir 6 fanpages de memes e usar um óculos hipster que ele já é tão nerd quanto o Bill Gates foi em toda a sua milionária vida. É o que eu gosto de chamar de “Efeito Bazzinga”.

Antes de mais nada, temos que caracterizar o que é um nerd, pra isso farei como todos nós fazemos durante o ano letivo, utilizarei a wikipedia:

Nerd (para a língua portuguesado inglês estadunidense nerd, pronuncia-se AFI: [ˈnɝːd], “nâa(r)dz”) é um termo que descreve, de forma estereotipada, muitas vezes comconotação depreciativa, uma pessoa que exerce intensas actividades intelectuais, que são consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais populares.

Perceba a frase grifada, ela indica que o termo “nerd” é, muitas vezes, utilizado para algo negativo, um sujeito sem habilidades sociais numa sociedade baseada na engenharia social. Por outro lado, a Wikipedia cita  que ele é “muitas vezes utilizado”, o que significa que não são todas as vezes, agora porque temos isso? A resposta não é tão complexa assim, basta olhar o exemplo de Star Wars, que la no longínquo ano de 1977 fez um estrondoso sucesso e chamou a atenção da indústria cinematográfica para a exploração desse nicho de mercado que não tinha muita atenção até então.

Em suma, começaram a olhar para gêneros considerados “nerds”, como quadrinhos, sci-fi, e, mais recentemente, videogames. Aí, quando a indústria começou a colocar esses assuntos em evidência, óbvio que o mundo começou a olhá-los com olhos diferentes. Mas até aí tudo bem, porque não existia tanto poserismo (verbo recém inventado por mim), além do que ser fã de quadrinhos de verdade não é tão acessível à população em geral, não são todos que tem peito, dinheiro, tempo ou disposição pra acompanhar por anos as tramas que lá se desenrolam (incluindo esse que aqui vos escreve, a não ser que você inclua mangás nesse meio).

Porém, nos anos subsequentes (mentira, isso vem acontecendo do ano passado pra cá) um fenômeno desgraçou completamente a internet e consequentemente fudeu com a terminologia “nerd”: a popularização dos memes, ou, como eu gosto de chamar, a desvirtuação dos memes.

Desde então, basta dar um like, ler umas 3 ou 4 rage comics diárias, botar uma foto de Super Mario World no mural do Facebook, botar um wayfarer na cara e voilá, você já é um nerd convicto.

Esse cara parece alguém que fica 16 horas por dia estudando?

Deixa eu te dizer uma coisa, que a essa altura você deveria saber: Você não é nerd. Assistir The Big Bang Theory não te ensina física quântica, ter jogado pokémon red uma vez na vida, sem sequer ter chegado à zona safári, não te faz um fã da série e principalmente, um wayfarer só realça a imbecilidade das pessoas, sério.

Um forte argumento da sua parte pode ser que o conceito de nerd mudou, que ele pode ser aplicado a qualquer pessoa que passe muito tempo dedicado a alguma coisa e que tenha alguma dificuldade na relação social. Ok, entao, talvez isso te faça um “geek“, que é um nerd aficcionado por tecnologia e internet. Eu detesto essa terminologia porque parece que qualquer um com um facebook e um smartphone é um geek. Não negada, isso vai muito além.

Você entende essa imagem?

Se você entender essa imagem, pode se considerar um começo de alguma coisa, a menos que você fale bazzinga

Nesse ponto entram as fanpages interéticas pra terminar de fuder com esse conceito de “geek” ou “nerd“, ou até mesmo o de “meme“. Elas estão ensinando nossa geração de cancers que memes são apenas as carinhas de MsPaint, e que basta saber o nome de meia dúzia delas que você já é um especialista em internet. Sabe usar o ragebuilder? Oh meu deus, foda-se George Carlin, você é o novo gênio do humor mundial.

Isso quando as fanpages simplesmente não assassinam o real significado dos memes, dando mais e mais motivos pra eu dizer que brasileiro só fode com tudo, mesmo eu achando esse argumento elitista pra caralho.

Pra finalizar, pense direitinho antes de dizer que você é um “nerd“, um “geek” ou um “interwebz“, e se dê um tapa na cara toda vez que o “bazzinga” surgir à sua mente. Mas caso você realmente se interesse por esse humor 2.0, dé um unlike em todas as fanpages de humor que você segue (à menos que seja de fanpages sem rage comics, tipo o Àgerencia, que por sinal, não surgiu no facebook), corra para algum imageboard mais tradicional, e se você ver alguma dessas imagens abaixo, corra, seu imbecil.:

E uma lida nas regras da internet não mata ninguém.

E que Nimb role bons dados para você!

Um comentário sobre “O efeito bazzinga

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