Baianus congeladus

Quase um mês sem postagem, pra vocês verem como cálculo é difícil…

Certa vez eu reclamei do frio que fazia na bahia, Disse coisas horrorosas, disse como era a nova glaciação, como eu ia entrar em estado de criogenia e como a única coisa que me fazia sair de casa era mulher. Mal sabia eu como aquilo ali era só um prenúncio do que viria pela frente.

Quando eu fiz a escolha da faculdade, eu nem associei  o nome à pessoa, só quis saber que era o segundo melhor curso de computação da América Latina, que era uma excelente cidade pra se viver, com o maior número de doutorados per capita e com custo de vida relativamente baixo.

Porém, mal sabia eu que Ned Stark estava certo, o inverno está realmente chegando, e com ele vem a destruição da vida nordestina.

Caso você seja estrangeiro, de outro continente ou alienígena (o que significa que você é paulista ou gaúcho, já que tudo abaixo da Bahia é São Paulo, e todo viado paulista é gaúcho) vou explicar pra você: na Bahia sempre faz calor, mas é calor mesmo, a temperatura mais baixa já registrada na história foi 25 °C, o que causou um efeito em massa de uso de camisetas regatas.

Caso você queira estereotipar, substitua o cara branco por um negão capoeirista

Então você imagina minha situação, saindo do templo de rá, local mais sagrado de adoração ao sol do planeta, vindo pra cima de um morro, num lugar frio do caralho, que o tempo vira mais que mamonas assassinas, com um milhão de abadás na bolsa e nenhum agasalho, totalmente avesso ao frio.

Logo na primeira noite “fria” (uso as aspas porque enquanto o pessoal dormia sem camiseta, eu dormi com a cabeça pra dentro do cobertor) eu ainda dou a sorte, como já é de praxe, de pegar um resfriado. Nunca tremi tanto na minha vida, posteriormente várias doceiras usaram minha tremedeira como ponto de referência para maria-moles (ou seria marias-mole? Pasquale, perdoai minha preguiça de consultar o Google). Isso rendeu-me chacota por algumas semanas, mas também rendeu-me uma lição: comprar roupas de frio.

Lógico que com a cotação atual das commodities produzidas no interior paulista, e o preço do euro na Grécia oriental, a situação econômica de todos os estudantes universitários fora de casa está tendendo à foda pra caralho . O que significava que algumas prioridades teriam que ser mudadas, ou seja, nada de festas até comprar roupa de frio. Mas caso você já leia o blog há algum tempo, você sabe que eu cumprir essa promessa é quase tão plausível quanto um título da libertadores corintiano (eu falaria da UEFA pro Chelsea, mas…).

Então, fiz o que todo mochileiro faz quando é roubado na Europa: Liguei pra mamãe pra pedir mais dinheiro (mãe, caso você esteja lendo isso, saiba que é mentira, eu preciso sim daquelas xerox). Por sorte mamãe foi compreensiva e cedeu um valor a mais na minha caixinha para tal.

Então, reforcei meu guarda-roupa de frio, e creio ter sido a aquisição com o melhor custo benefício que eu já fiz em toda minha breve vida, porque agora moletom é camiseta e touca é lugar-comum, além de agasalhado agora ser meu novo modus operandi pra tudo, de cagar à ir na faculdade.

E cá estou eu, de moletom e touca enquanto todas as pessoas da casa estão de bermuda  e camiseta. Quando disseram que engenharia seria difícil, eu sempre pensei em cálculo, mas como já disseram, desgraça pouca é bobagem.

E que Nimb role bons dados para você!

Digaê

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