A vida é um caderno

Ao contrário do que parece pela quantidade de textos publicados aqui, eu escrevo muito. E ao contrário do que possa parecer, eu não faço só textos engraçadinhos, eu escrevo sobre uma vasta gama de coisas.

Porém, diferente do que possa parecer, não é todo texto que chega a ser publicado. Dezenas de rascunhos (dezenas mesmo) ficam lá, no limbo, esperando que eu algum dia dê uma olhada neles para tentar melhorar. Tolos, porque existem textos que eu sei que nunca serão publicados aqui, mas que eu escrevo porque eu tenho que escrever, porque aquilo me corrói a mente, me tira o sono e me destrói a alma. Ser escritor é uma maldição que você mesmo se roga.

Num desses devaneios, dessas noites mal dormidas, lembrei de um livro que uma colega minha falou a um tempo atrás, que não me recordo o nome, tampouco o autor (embora eu tenha a impressão que é do Rubem Alves), no qual o autor trata apenas de seus rascunhos e de como eles surgem aos montes e quase nunca são aproveitados, seja por falta de tempo ou porque eles nasceram apenas para serem rascunhos.

Nessa levada, pensei em fazer minha própria empreitada, já que nessa vida nada se cria mesmo (e eu pelo menos sou honesto em dizer que copiei).

Sim, não precisa explicar, esse post tá meio atrasado, era pra ter saído dia 31. Mas eu só pensei nele dia 31, enquanto me vestia pra passar a virada noiando na praia. E fui lapidando até chegar no ponto que está agora.

É o seguinte, no ano novo, todo mundo veste uma cor especial pra atrair algo de útil para sua existência vazia. Agora se essa coisa funcionasse, e todo branco que as pessoas usam na virada atraísse paz, a gente ia viver numa eterna lombra.

  1. Passe sem roupa íntima
  2. Passe sem a parte de cima da roupa
  3. Passe na praia de salto alto
  4. Passe gritando
  5. Passe lendo Crepúsculo

Mas eu até entendo as pessoas, porquê para os mais incautos, um computador com internet só serve para 4 coisas: Youtube, Orkut, Msn e Google. São os 4 pilares da internet básica. Discorda? Experimente tirar um desses pra ver o pandemônio que será instaurado no mundo…

Quando adquire-se tempo de existência nesse objeto esfericamente oval e azul que carinhosamente chamamos de lar, adquirimos uma (insignificante) sapiência, apenas para descobrir que ela está errada moments depois. Ou para descobrir que ela é útil, mas que você se esqueceu/perdeu a prática com ela. Enfim, crescer não leva a lugar nenhum.

Eu achei que esse negócio tava morto pra sempre e que eu nunca mais ia usar essa de “como enrolar a aula”. Mas a vida é um grande aprendizado, e a gente vive e aprende, erra e se fode, assim são as coisas.

E também, professores leram os antigos artigos, então muitas daquelas técnicas foram invalidadas algumas simplesmente foram descobertas por imbecis que não sabiam faze-las da maneira “ninja” e invalidaram-nas também.

Então, reuni tempo, pesquisa e tentativas e reuni mais informações que poderão ajuda-lo nessa prática tão baixa e tão divertida.

Nota de tradução: Mulé é um termo subjetivo do dicionário nordestino que indica seres humanos do sexo feminino, em condições de tentar-se a conquista por meio de cantadas surradas de seres humanos do sexo masculino.

Mulé é que nem alcool, é a maior causa e a maior solução dos problemas do homem. E assim como o álcool, o home é dependente dela para várias coisas em seu dia-a-dia.

Mas assim como existe a delícia, existe a dor e a desgraça e a dor de cabeça que mulher traz. Mulher é um bicho chato que merece ser tratado mal.

Sacanear os amigos é tão velho como a humanidade. Desde pequenos todos sabemos como encher a paciência alheia é divertido, e como aquilo pode nos render bons frutos futuramente. Começamos de baixo, começamos apontando algo inexistente para nossos amiguinhos, tirando sarro no ato em que eles olham, procurando o algo imaginário (“enganei o bobo, na casca do ovo”).

Era uma vez um pequeno grupo de idiotas. Eles, não satisfeitos em serem idiotas, queriam que todos fossem idiotas com eles, afinal todo mundo quer ser pop. Então começaram sua longa caminhada para idiotizar o mundo. Assim nasceram os playssons.

Eu creio já ter dito aqui que eu detesto calouros. Calouros realmente são pessoas que conseguem estragar com as coisas que a gente tanto gosta.

E também já devo ter dito que eu adoro o são joão, e que os são joãos (ou seja lá qual for o plural disso) não são comuns, e sempre tem algo de sobrenatural que serve pra lascar com meu lado, e divertir quem lê essa espelunca (palavra por sinal que usei no ultimo post e simplesmente achei foda).

Caso você não tenha entendido ainda, calouros tem o dom de fuder com o são joão da escola.

Desliguem os ipods. Tirem os sapatos de marca.

Esse é o oitavo rascunho de post que eu faço.

Quando atingimos essa marca, é realmente algo muito sério.

Lembro no começo do blog, que eu ficava segurando os posts pra não postar tudo de uma vez. E agora cá estou eu, escrevendo sobre a falta do que escrever.

Eu sempre tive pra mim que ser esquisito era excludente. Sempre achei que quanto mais esquisito eu fosse mais isolado nos cantos do colégio eu ficaria, livre para viajar nos meus pensamentos sobre uma possível dominação global de esquilos ou uma explosão nuclear de sorvete de baunilha.

Pra que diabos afinal a gente vive? Pra que eu estou aqui na frente desse notebook vendo o palmeiras perder pro fluminense escrevendo essa merda de texto que eu nem sei se vou concluir?

Certa vez eu ouvi um ditado que dizia: “Não existe homem feio, existe homem pobre”. Isso não é de todo falso, mas também não é de todo verdadeiro, existe homem rico, pobre e bonito e pobre e feio. Assim deveriam ser caracterizados os homens. Só eu que deveria trocar de categoria, eu devia ter sido encaixado na dos multimilionários bonitões pegador de supermodelos suecas ninfomaníacas bissexuais, não na de nerd feio e pobre.

Você nasce. E sabe que essa vai ser a única fase onde você vai ser bontio para alguém fora a sua mãe e sua avó, a menos que você seja REALMENTE feio, aí nem sua mãe nem sua vó vão te achar bonito nunca. Então, você percebe que se você quiser alguma coisa na vida, você vai ter que se esforçar DE VERDADE.

Outside room service

Eu sei que você está cansado de ser inútil, de ficar aí sentado na frente desse computador engordando e coçando o saco. Eu sei que seu saco está machucado e com hemorragia de tão profunda que é a coceira, afinal nem cortar as unhas você corta. Eu sei que você queria sair, ir para alguma festa e pegar alguém. Eu sei que você queria que esse alguém fosse do sexo oposto.

Mas o que você tem? Um computador e muita, mas muita coceira. Mas eu sou uma criatura divinamente piedosa, vejam vocês, hoje mesmo eu até fui educado com as testemunhas de jeová que bateram na porta da minha casa 5 hroas da tarde de um feriado! Então reuni conhecimentos obscuros para que você não seja simplesmente um saco de carne estirada em frente ao computador.

Onde es

Sou do tempo em que menininhos preferiam bola a bolas, que meninas de doze anos de idade assistiam pokémon e meninas de doze anos brincavam de boneca. Sou do tempo que meninos e meninas de doze anos achavam que mamãe e papai era brincadeira, não posição sexual.

Sou do tempo em que jovens pintavam a cara pra protestar contra o governo, não para dar na balada. Sou do tempo em que menininhos gostava de ser menininhos, e que menininhas esperavam os menininnhos virarem homens para alguma pensarem em alguma coisa.

Tristeza

Eu não uso drogas.

Pode até parecer que sim, mas eu não faço uso de nenhuma substância tóxica ao meu corpo, com excessão de coca-cola e álcool.

Ser humano é ser eternamente insatisfeito. Passamos 9 meses na barriga de nossas mães querendo sair, e a vida toda querendo voltar. Você passa a infância toda querendo ser adulto, e a vida a dulta toda querendo ser criança. Aí entra Peter Pan.

Nunca antendi o gordos e essa dificuldade toda de querer emagrecer. Talvez o fato d’eu sempre ter sido magro, d’eu ter o metabolismo super-acelerado, e de ter uma tara (que beira a doença) por esportes tenha alguma coisa a ver com isso, mas são fatos isolados.

Eu assisto globo

Não sei porque o pessoal se preocupa em fazer algo especial nessas datas, pros chineses é um dia qualquer.

Pedreiros são criaturas incompreendidas pela sociedade, mas ao mesmo tempo são a base dela. Sem pedreiros, acho que todo o nosso padrão de vida, todo esquema montado pra que consigamos respirar na terra ruiria como se fosse papel em água corrente. Esse fato não me faz entender o preconceito que as pessoas tem com os pedreiros. Mulher nenhuma quer casar com um pedreiro, mas todas elas se sentiriam um lixo se passassem na frente de uma obra e não recebessem nenhuma cantada.

E eu me mudei. Mudei de casa, de cidade, de vida. Eu me mudei duas vezes até o presente momento de minha vida, uma quando tinha três anos e outra quando tinha seis, o que significa que eu moro há 12 anos na mesma casa (isso também o é numero de vezes que higór se mudou no ultimo mês). Pra algumas pessoas, mudar de casa, mudar de cidade, de estado é uma coisa comum, corriqueira, mas pra mim dá medo (um medo másculo, mas ainda um medo). Só de pensar que de veterano passarei a calouro (ou bixo, como no dialeto regional), tanto dentro da faculdade como na república que me instalarei, exposto a todo tipo de trote e humilhação (não-violativos, fiz um ano de kung fu pra garantir isso) e perder meu status atual de “lenda” que adquiri depois de tomar um banho de lama numa piscina que fizeram com a lama do poço artesiano.

Os dizeres  “brasileiro é burro” sempre me deram asco por me parecerem uma tentativa de descaracterização da nossa fraca cultura nacional, mas infelizmente me parece cada vez mais verdadeiro. Não sei se são só os brasileiros ou as pessoas em geral que são muito burras, mas eu prefiro acreditar nessa ultima hipótese.

Depois de um mês, parece que eu moro aqui há anos. Tá, mentira isso, eu só tava dizendo que estou perfeitamente ambientado. Pode parecer que a vida na universidade é uma maravilha, a julgar como

Todos esquecem-se das origens, não adianta negar. Um dia você foi uma criança barulhenta, hoje você as odeia.

É o que nossas mães todos os dias enfiam goela nossa abaixo, que o crescimento, e apenas isso é o que importa. Nenhuma saliência abaixo do cume vale a pena, é o simples prazer do topo que fará com que nos tornemos “pessoas de bem”. E com isso acabamos por esquecer que o cume da montanha é sustentado pelo resto dela.

Quando dizem que vida de bixo (bixo com “x” mesmo) é foda, acreditem, estão sendo realmente bonzinhos. Bixo é o pior status que um ser humano pode assumir na vida dele, por mais falho e incapaz de fazer alguma coisa que o sujeito seja, ele ainda terá o status social superior ao de um bixo, principalmente se esse bixo for um bixo que mora fora.

Meus 14/15 anos, lá nos longínquos anos de 2008 e 2009, me envergonho disso hoje, mas infelizmente eu curtia rap acima de tudo, o que me coloca no patamar de não poder criticar as crianças de 15 anos de hoje em dia por ter sido uma delas no passado. Porém, já fiz várias coisas que eu não podia, então não vai ser esse pensamento que vai me impedir.

3 anos atrás alguém começa a ler esse blog. Ontem eu a conheci pessoalmente. A internet é uma caixinha de supresas.

1 dia antes de ontem minha melhor amiga tem uma crise de ciúmes porque eu visitaria alguém que eu nem conheço mas não a visitaria. Resultado: peguei um desvio de 12 horas numa viagem que já durava mais de 30.

Crescer

Grande parte das minhas amizades vem do fato de que não tenho pudor. Enquanto algumas pessoas escrevem cú com asterisco (c*) lá estou eu discorrendo sobre a anatomia íntima da vagina em alto e bom som pra quem quiser ouvir, ou trocando experiências sexuais com algum recém-conhecido.

Não sei quem foi o imbecil que disse que a vida é como um livro aberto. Deve ter faltado muito leite materno na alimentação desse indivíduo pra ter uma má formação cerebral desse porte. A vida pode ser qualquer amontoado de papel mal guardado, mas jamais chegará a ser um livro.

Eleições são um per

Mulheres

Duas horas antes começa a arrumação.

Banho demorado, 40 minutos para se ensaboar (talvez venha daí a nóia de gorda), 40 minutos pra passar shampoo no cabelo, mais 40 pra passar condicionador, 40 pra tirar toda a gordura de iaque e mais 40 pra colocar toda a poção alquímica especial secreta de novo.

Homens

Banho, barba, passa a mão no cabelo, calça, camiseta.

Faça besteira com responsabilidade

São duas da manhã.

Estou sentado no escritório numa cadeira de plástico, ouvindo o último DVD do Sonata Arctica, fazendo carinho no meu pincher, o saudoso costelinha, e pensando.

Pensando no que fiz, no que poderia fazer, no que não fiz, no que ainda farei, no que nunca vou fazer e, principalmente, no que deveria fazer. Pra ficar mais romântico só faltou acender um cigarro e tirar uma foto em preto e branco.

A vida nunca será um livro aberto, livros implicam que ela esteja pronta, cheirosa, cheia de segurança e poder, cheia de cultura. A vida parece-se mais com um caderno, que toda hora tem páginas arrancadas, coisas escritas, rabiscadas sem muito esmero, serve para bolinhas de papel e a porra toda. A vida é um eterno rascunho.

Que Nimb role bons dados para vocês!

2 comentários sobre “A vida é um caderno

  1. “A vida nunca será um livro aberto, livros implicam que ela esteja pronta […] A vida é um eterno rascunho.”
    Eu acho, e só acho, que você devia escrever mais, e terminar o que escreve, inclusive. Mesmo. (:

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  2. “Mulher é um bicho chato que merece ser tratado mal.”

    Acredito que tenha sido apenas um comentário alheio e totalmente deletável que passou pela sua cabeça, ou melhor, estava apenas rabiscado em seu caderno.
    Em partes desse post eu me perguntei WTF??? Mas eu realmente li áté o fim.

    beijos, karol.

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