5 motivos pra você gostar de Power Metal

Antes de começar a tecer toda uma argumentação que irá te fazer babar no teclado e fazer você baixar toda a discografia dos músicos em questão, saiba que não é este o intuito do post, e que eu não sou nem de longe nenhum conhecedor do gênero musical (não conheço os primórdios do power metal ou as bandas underground dele, história, etc., e nem to afim de pesquisar agora).

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Pessoal do Angra fazendo chapinha. Antiga, porém dourada.

Mesmo sendo músico amador, sou mó preguiçoso pra ficar baixando coisa e ouvindo incessantemente a título de conhecimento apenas, uma vez que prefiro ouvir a música e fazer de alguma forma com que ela seja parte do momento na minha vida, do que só passar batido pra ouvir. Não que seja errado querer conhecer tudo, muito pelo contrário. Só não tenho muito esse costume mesmo.

O que quero fazer aqui é só compartilhar com você uma ou duas razões pelas quais eu insisto em gostar desse estilo de música e, se possível, converter você ao roqueirismo, mesmo que os críticos e os “entendedores” de música não o vejam como o melhor dos tipos de rock (paga paus de Slash, tsc).

Chega de lenga-lenga e vamos ao trabalho.

São músicas felizes. Sim, largue de achar que rock é coisa do capeta, coisa de gente infeliz com a vida ou doida e que só gosta de ouvir barulho. Dentro do Power Metal, músicas como Sonata Arctica – San Sebastian, ou Angra – Carry On vão te fazer cantar insanamente, mais do que quando você ouve Katy Perry e se sente contagiado pela música, só que de um jeito mais másculo.

Vão te fazer imaginar no meio de uma batalha medieval derrotando os inimigos, ou se sentir pulando de paraquedas da CN Tower, ou em pé sobre um trem em movimento, ou estourando plástico bolha enquanto chupa uma bala de maçã verde, tamanho ânimo transmitido pelas músicas.

São músicas apelonas. Que outro estilo musical oferece trezentas músicas por banda, todas a 200bps, com bumbo duplo sendo utilizado do começo ao fim de cada música, além de solos de guitarra e teclado que duram mais do que salário de bolsista?

As músicas de power metal possuem os solos mais apelosos e sem criatividade do rock. Solos impossíveis de se cantar e de se repetir, tanto por nós pobres mortais músicos amadores, quanto pelos próprios músicos de algumas das bandas. E a apelosidade não estende-se apenas aos solos, mas aos agudos que os caras conseguem alcançar nos vocais, bastante característicos das músicas, aliás.

Falam de temas variados. Saindo um pouco das guitarras, músicas como Unholy Wars do Angra, por exemplo, misturam elementos da cultura afro-brasileira em si, o que não só aumenta a complexidade das músicas, como também dá um toque mais regional ao rock (não fala só dos cavaleiros nórdicos lutando contra dragões e empunhando espadas e blá blá blá, mas da galera que curte uma capoeira e arcos e flechas lá pras bandas da Bahia).

Tem música que fala de lobisomem, música que fala de anjo, música que fala de mentira, música que fala do FBI, dentre outros temas super relevantes à vida de qualquer ser bípede.

São músicas de video-game. Vai me dizer que não se lembra dos momentos de infância na frente do seu SNES jogando os mais diversos jogos ao som de músicas tipo essa? Até próprio guitarrista do Dragonforce, Herman Li, define o estilo de música de sua banda como sendo Metal Nintendo. As músicas trazem tanta euforia a quem as ouve que os produtores de videogames da época do SNES acharam uma boa escolha deixar o jogador em estado semelhante ao de quando se usa LSD na hora de jogar. Há rumores que nerds tiveram overdoses ao ouvir Through The Fire and Flames demais enquanto jogavam Top Gear e com balas de maçã verde na boca. Ápice da euforia para qualquer ser humano.

As letras não são difíceis. O Power Metal possui uma variedade imensa de temas em suas composições. Por exemplo, nas músicas do Angra, 71% das palavras são cinzas e fogo. Já no Sonata Arctica, corvo e lobo predominam em aproximadamente 83% das letras, enquanto o pessoal do Dragonforce prefere apostar em so far aways. Ou seja, não há muito o que aprender. Com quatro palavrinhas, você já é um cantor de Power Metal, tranquilo (se tiver a voz fina, claro).

Agora que você já domina o assunto Power Metal e está certamente procurando a discografia das bandas citadas e de muitas outras para baixar, quando houver uma rodinha de intelectuais discutindo sobre Pink Floyd, Led Zeppelin e outras bandas de menor valor como estas, você já pode participar das discussões com argumentos fortes e válidos em defesa deste estilo musical tão sublime e feliz.

Agora volte às suas ocupações diárias.

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