Faculdade só estraga o indivíduo

Faz tempo que você não posta hein Olodum?

Me disse ontem o Vitão antes de pegar o ônibus. Óbvio, ele tem autoridade de meu stalker particular pra falar quase qualquer coisa que eu faço ou deixo de fazer. Ele não é errado de stalkear, eu sou errado de começar a escrever e, de repente, parar. Não existe tanto “Don’t give a fuck” assim quando se escreve, ajoelhou reza meu preto…

Foi o que ocupou minha cabeça durante os intervalos entre um Age of empires e um Guitar Hero, durante a gostosa Jenga Party, uma das poucas atividades nerds a qual ainda me dou ao luxo de me dedicar. Óbvio que essa ser uma das poucas (e talvez a mais constante) atividades nerds que eu me dedico ajudou um pouco na minha intro-argumentação (e também na criação dessa palavra).

Comecei a perceber que ir pra universidade nada tem a ver com promover um crescimento no indivíduo nem tampouco um melhoramento do ser humano, faculdade tem o poder de estragar o ser.

Quando eu me matriculei, achei que estava vindo para um comercial da polishop. Achei que, no pacote UFSCar estava incluído: putaria sem limites, vida mansa longe da família, solução de todos os meus problemas e uma embalagem bonita. Se eu tivesse a sabedoria que eu tenho hoje, teria comprado um DVD do American Pie ao invés de ter saído da minha gloriosa Baêa.

american pie

Sim, me disseram que a mamata do técnico (que já era infernal) acabaria, mas eu não tinha noção de que seria uma bicuda tão forte por cima da cara. Durante minha adolescência, mesmo passando por uma carga de trabalho (que envolvia aulas, estudo e estágio) superior à da maioria das pessoas da minha idade, eu ainda tinha tempo e força de vontade para manter um personagem do jogo online, dormir 6-8 horas por dia e bater meu tradicional baba vespertino de sábado. Mas, como supracitado, a mamata acabou.

Ao entrar na faculdade, feliz ou infelizmente, outras coisas passam a ser cruciais na sua vida (e não necessariamente são coisas boas). Se antes eu tinha crises de abstinência quando fazia minha volta ao mundo diária, agora eu tenho calafrios quando passo uma semana sem beber. Se antes meu baba de sábado era indispensável, agora um dia de sábado passado na cama é um pedaço do paraíso na terra.

E esse vício em futebol perdido, ou melhor, convertido em alcoolismo, cobraram seu preço. Se no ensino médio eu jogava por 3 horas seguidas debaixo do sol quente e ainda tava dando meu máximo na última meia hora, agora com 20 minutos eu estou com meio palmo de língua pra fora, tirando a blusa e implorando por uma cerveja. Isso pra não falar do pé, que antes parecia blindagem antitanque e agora está mais fino do que casca de pêra.

E pra quem pensa que universitário come muito, que é o estágio mais próximo de um pedreiro que um jovem de classe média/alta pode chegar, engana-se terrivelmente. Toda a riqueza fica com seus pais (ou ao menos deveria, seus fita do caralho) e pra você só resta suas duas refeições diárias do bandejão e um eventual lanche em momentos de extravagância. Quer 3 refeições por dia? Contente-se com miojo, ou melhor, macarrão instantâneo carrefour alimentos.

Higiene, bons modos, simpatia, disposição, tudo isso fica na casa da mãe, na universidade, o importante é sobreviver.

E que Nimb role bons dados para vocês!

Digaê

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s