E eis que inventei de ir pra longe

Antes de mais nada, quero usar este texto como um diário. Daqui a alguns meses, talvez anos, vou lê-lo novamente e perceber o quanto eu melhorei (ou piorei, mais provável), ver o que eu tava sentindo na época – da maneira mais máscula possível, por favor; estou falando de incertezas sobre o futuro e etc., não vem com piadinha -, e fazer um flashback ao som de Foo Fighters, que é o que eu tenho ouvido ultimamente, pra poder entrar no clima deste passado (que é presente ainda).

Aliás, pare pra pensar nas músicas antigas – leia-se: músicas que você ouvia há 2, 3 ou 4 anos – e em como elas têm o poder de te transportar pra épocas remotas de sua vida, trazendo um monte de coisa velha pra a cabeça. Já dizia alguém que não me lembro, “se queres guardar algo na memória, viva o momento ao som de música”. Kenny G me lembra casamentos, Eminem me lembra truco na mesa da cantina, nos bons tempos de ensino médio, Panic! At the Disco e Dragonforce me lembram do início de faculdade, enquanto Angra me lembra dos tempos de PW. É um exercício interessante.

Mas voltando ao assunto inicial, fazendo um resumão, tem um tal dum programa aí rolando, o CsF, em que o governo quer mandar a galera pra ir passear estudar no exterior, pagando tudo e tal, contanto que você tenha se comportado e não tenha jogado bolinha de papel nos coleguinhas da frente na sala e que tenha visto seriados o suficiente.

Zoeira, os requisitos são até razoavelmente altos. Só pra não me desvalorizar né.

E o que sucede é que pra conseguir uma vaga pra ir pro Canadá, lugar pra onde quero ir, há aproximadamente 475 mil documentos diferentes que tenho que conseguir, variando entre prova do TOEFL (experiência legal até, posso falar sobre isso depois), passaporte, visto, traduções de documentos, dentre outras coisas. Aliás, algumas dessas eu ainda nem providenciei e nem sei como vou fazer pra providenciar. O mais longe de minha pacata Porto Seguro que tive que ir na vida foi Ilha Solteira, ou uma passagem rápida pelo aeroporto de SP, no máximo.

Daí eu to sofrendo de um misto de pré-cansaço pelas coisas que estão por vir e com agonia pelas coisas que estão em andamento (um milhão de datas e prazos pra fazer coisas tanto relacionadas ao CsF quanto às atividades normais com as quais estou envolvido). Apesar de estar muito empolgado com a possibilidade da realização de um sonho que tenho desde que passei a querer algo da vida, não tenho certeza de nada, nem se vou ser selecionado, nem se eu devo fritar ovo pra comer agora.

O medo de não conseguir me enturmar lá, o medo de gastar toda essa grana com documentos e dar errado, o medo de não conseguir uma nota boa no teste de proficiência, medo de largar família e amigos pra trás por mais de um ano, são coisas que me desestimulam. Por outro lado, os ganhos pessoais e profissionais são extremamente bons, o que me faz querer continuar nisso.

Além do que, caramba, eu posso ter a chance de conhecer neve, hahaha.

Tomara que daqui há alguns meses eu possa estar fazendo um texto sobre como é ser baiano e ir pra uma terra em que não há coqueiros. Isso também é bastante incômodo.

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