Sobre a importância de aceitar a aleatoriedade da vida (ou “Sobre o dia que eu fui no show do Eminem”)

Pra quem não sabe, essa semana o blog fez 7 anos, acho que não há nenhuma história mais adequada a se contar nesse momento tão especial quanto essa.

Pra todos aqueles que acompanham o blog há mais tempo (Oi Higór, oi Gabi), eu gosto bastante de Eminem.

Tipo bastante mesmo.

Tipo assim:

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Ano passado, assim que anunciaram a Line up do Lollapalooza, a moçada já entrou em polvorosa, anunciaram o show do Eminem. Pros menos informados, ele tinha feito apenas um show no Brasil, em 2011. Na época eu até tinha grana pra ir ver o show, porém era meu ano de vestibular e eu me decidi por faver a prova da FUVEST.

Odiei São Paulo e não passei na porra do vestibular , devia ter pego a grana e ter ido ver o show mesmo, C’est la vie.

A questão é que esse ano não poderia perder, mas era o que eu ia fazer.

Logo antes do natal, quando preparava mainha, minha mãe e minha tia pra dar a fatídica notícia, minha namorada (oi pretinha) confirmou que viria mesmo pra cá, o que reduziria minhas escassas reservas financeiras ao montante equivalente a duas casquinhas do McDonalds e um Guarathon. São coisas que acontecem.

Porém a vida não estava satisfeita e baixou um Joseph Climber reverso e eis que Nimb me rola um bom dado, fazendo com que minha janelinha do facebook subisse com a seguinte mensagem

Olodum!!!!!!
meu amigo tá vendendo o lolla
do eminem
mto barato
quer???
só vai arcar com a viagem!
praticamente

Pronto, começou a taquicardia. Filha da puta (oi Bispo), quando for dar uma notícia dessas, prepara o terreno antes pelamor. Mas obrigado por lembrar de mim.

A partir daí foi coração acelerado até o outro dia, de ir no banco, fazer a transferência, caçar uma excursão, pagar a excursão, mas no final, lá estava eu com buzão marcado pro sábado, 7h da manhã, eu e Deus.

Quer dizer, até tentei marcar com uma amiga minha pra me encontrar lá com ela (oi Ceci), mas existiu um pequeno probleminha chamado “excursão open bar”, que nos fez parar um pouquinho a mais na entrada pra finalizar a balalaika que o pessoal da excursão trouxe e a vodka que pessoas x nos deram na rua.

Mas não deu nada no fim das contas, já que eu fiz amizade com o pessoal da excursão e lá fomos nós pro rolê, felizes e completamente embriagados.

Como o foco aqui nao é o Lollapalooza em si, mas sim o show do Eminem, faço aqui um apanhado rápido das atrações que eu presenciei:

– Matthew Kowa

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– A-trak

chico2

– Of Monsters and Men

bom dum sono-

Estou usando essa imagem para ilustrar o fato de que eu literalmente DORMI no meio do show

– Flosstradamus

chico2

– Die Antwoord

chico1

– Eminem

Desnecessário usar imagem para esse

O show do Eminem foi uma sensação indescritível. São 10 anos aí sendo fã do cara, consumindo fissuradamente cada material, decorando cada letra, cantando no chuveiro, no baba, no caminho pro colégio, etc e tal.

Talvez por isso eu tenha me sentido tão estranho no meio do pessoal, que estava balançando a cabeça e as mãos pra cima e pra baixo enquanto eu cantava tudo e chorava descontroladamente.

Esclarecendo um ponto: discutir o fato do eminem ter composto uma série de músicas extremamente misóginas e homofóbicas, dele ser um produto da indústria fonográfica para embranquecer o rap ou coisas do tipo é uma discussão sem sentido, já estou ciente disso tudo, já passei por esse processo de reflexão.

Mas infelizmente não será nenhuma música do Kendrick Lamar ou do LL Cool J que me lembrará as mesas vermelhas da cantina de Tia Sandra.

Ghetto gospel é uma música lindíssima, mas nunca tocou em nenhum baba na casa de 2pac.

Illmatic é possivelmente o melhor album de hip-hop da história,  mas nunca embalou nenhuma tarde minha no PW.

Nenhuma música do NWA tocou no nosso churras de formatura.

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Nenhuma música de mais ninguém além do próprio Eminem, junto com o ambiente que foi criado em torno dela, me fez superar as tretas da vida.

Então fica o questionamento
Se você tivesse
Uma chance
Uma oportunidade
De alcançar tudo o que você sempre quis
Um momento
Você o pegaria
Ou deixaria escorregar?

Digaê

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